Já em diversos momentos de nossos escritos e reflexões fizemos abordagens sobre TRIPÉS em regra positivos, e o acima é um negativo que vem sendo alvo de nossas preocupações nos últimos tempos. Não em relação a nossa pessoa, mas o que temos constatado estar ocorrendo com muita frequência na vida de pessoas e famílias.
Consumismo um tanto é pelo endeusamento do supérfluo, propaganda e ideologia dominante, a doença da oniomania, falta de mecanismos de defesa e de educação financeira e males do gênero
Endividamentos vem crescendo e atingindo no Brasil quase 80% das famílias, sendo em torno de 80 % de cartão de crédito, o resto de carnês de compras parceladas e crédito pessoal e muito dessa situação é por compra de coisas não de necessidades essenciais.
Dívidas têm que ser muito bem pensadas, estudadas, planejadas, para não se dar mal com elas. Este escriba e pensante tem alguma credibilidade e/ou moral para fazer abordagem sobre isso, pelo fato de que tem 70 anos, e até hoje não contraiu nenhuma dívida, e sempre com contas em dia e zero de inadimplência, avesso a juros e multas e adepto do à vista e descontos.
Quanto a venda de coisas, é legítimo cada um se valer do que tem e fazer de seu patrimônio o que bem entender na vida, mas há que se ter muito cuidado com vendas, pois se você se acostumar a vender coisas para resolver ou atenuar enrascadas, maus negócios que se meteu, isso não é nada bom e tem potencial de gerar empobrecimento; e nisso é fundamental pensar bem para não ter arrependimento que não faz bem a cabeça (cuca), e a vida é muita curta para não se viver bem, ainda que se valendo do simples e do que é essencial.
E das problemáticas acima, muita gente estão tendo que vender coisas, como até sacrificar imóveis rurais e urbanos, geradores ou com potenciais de rendas, para pagar dívidas contraídas, por uma série de circunstâncias, além das causas acima, até por falhas ou ausência de educação financeira própria e de descendentes, e de reflexões.
Outra coisa, devemos priorizar bens coisas que gerem rendas; não que geram mais despesas de custeio e manutenções como carrões, casonas mais adequadas para os mais ricos; mas isso aqui só para reflexões, pois cada um é LIVRE e faz o que bem entender da vida, e ninguém tem nada a ver. E sempre atual o alerta ou conselho: “Quem não zela, não preserva o que tem não pode reclamar o que não tem.”
O tripé acima é importante para o comércio que é um dos pilares da vida econômica, mas nos parece de relevância e grande utilidade, tentar conciliar isso com busca das virtudes do equilíbrio, da prudência, pragmatismo, eficácia, eficiência e outras. Cabeça e coração é salutar estarem sintonizados.
(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO).

