Foto: reprodução transmissão ao vivo/redes sociais
Presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural afirma que há recursos destinados à área da saúde e pede mobilização para recuperar prédio público
Por Naor Coelho – Portal Fatos do Iguaçu
Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Pinhão, realizada na segunda-feira, 1º de julho de 2026, o senhor Francisco Santos de Oliveira, conhecido como Chico Imbuia, utilizou a tribuna para tratar da reforma e adequação da antiga Escola Papa Paulo VI, na comunidade Faxinal dos Franças, para a instalação de uma Unidade Básica de Saúde.
Falando como presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, Chico destacou que a demanda representa não apenas o Faxinal dos Franças, mas também comunidades como Faxinal dos Maia, Faxinal dos Fresque, Bugio, Alecrim e outras localidades da região.
Segundo ele, a unidade de referência atual para parte dos moradores é o Faxinal do Ribeiro, o que dificulta o acesso de famílias que não possuem transporte próprio. Chico citou o caso de uma moradora que não conseguiu se deslocar para uma consulta, reforçando a necessidade de descentralização do atendimento em saúde.
Prédio histórico estaria em situação de abandono
Durante a fala, Chico Imbuia lembrou que estudou na Escola Papa Paulo VI e afirmou que a instituição é uma das mais antigas do meio rural de Pinhão. Ele relatou preocupação com a deterioração do prédio, que, segundo ele, estaria com a estrutura comprometida e até com entrada de animais devido à falta de reparos nos alambrados.
O representante comunitário defendeu que o espaço seja recuperado para voltar a servir à população, agora como unidade de saúde. Ele afirmou que o prédio tem condições de abrigar atendimento médico, enfermagem, odontologia e até uma possível sala de fisioterapia, caso receba reforma adequada.
Recursos e cobrança por execução da obra
Chico também afirmou que buscou recursos, de forma voluntária, junto ao deputado federalTadeu Veneri,PT. Segundo ele, uma emenda de R$ 200 mil já teria sido empenhada para a saúde e outra, de R$ 150 mil, também teria sido cadastrada, totalizando R$ 350 mil relacionados à demanda.
O uso da tribuna também teve, segundo Chico, o objetivo de “restabelecer a verdade”, após comentários na comunidade de que os recursos não teriam sido viabilizados. Ele negou a informação e afirmou que não aceitaria ser chamado de mentiroso na região onde nasceu, cresceu e estudou.
Apesar da cobrança, Chico afirmou que não estava na Câmara para atacar ninguém, mas para pedir empenho dos vereadores, do Executivo Municipal e da Secretaria de Saúde para que a obra seja realizada.
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Comunidade espera reforma até o fim do ano
O representante comunitário pediu que, ao menos, sejam feitos reparos emergenciais para impedir a entrada de animais no prédio. No entanto, defendeu que a reforma e adequação da estrutura sejam concluídas até o fim de 2026, mesmo que o atendimento médico passe a funcionar apenas no ano seguinte.
Chico reforçou que a descentralização dos serviços de saúde é um princípio importante do Sistema Único de Saúde e afirmou que a futura unidade deve funcionar como porta de entrada para a população da região, com atendimento regular e de qualidade.
Ao encerrar, ele solicitou apoio dos vereadores para cobrar o Executivo Municipal e garantir que o patrimônio público seja recuperado e colocado novamente a serviço da comunidade.
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