Fui e ainda sou um fã de charges e caricaturas, pois, brincando e com humor se diz grandes verdades.
Caricatura e charge não são sinônimos, embora estejam relacionadas. A caricatura é o exagero focado nos traços físicos ou de personalidade de uma pessoa, enquanto a charge é uma crítica jornalística, política ou social, temporal e pontual, que frequentemente utiliza a caricatura para satirizar um fato. Caricatura, foca na distorção exagerada de traços (geralmente de alguém famoso). É um retrato humorístico.
Antigamente tinha na Gazeta do Povo, um cartunista e caricaturista que tinha o sobrenome Paixão, e produziu pérolas na área.
Em Pinhão no Jornal Fatos do Iguaçu, anos atrás publicava charges, e quem também fez pérolas de caricaturas, foi Adriano Silva, que não tenho conhecimento de se continua morando em Pinhão e atuando na área.
Dizem que a gente precisa de arte, de cultura para não se entendiar ou morrer de verdades, e perdemos de não mais ter na televisão brasileira: as produções do Casseta e Planeta, dos Trapalhões, Chico City e outras participações do grande Chico Anysio (1931-2012) com seus mais de 200 personagens; as partidas antes do combinado de Rolando Boldrin (1936-2022), com seus causos engraçados, Jô Soares (1938-2022 e suas atuações na Família Trapo, Satiricom, Viva o Gordo, Programa do Jô, Jô Soares Onze e Meia); Grande Família, Zorra Total, “Os Trapalhões”, e nessa linhagem à fora; piadista e humorista Ari Toledo, entre outros expoentes de humor.
Quando de nossa última Vereança nos anos de 2013-2016, fomos alvo de algumas charges e caricaturas, entre outras nas edições nºs. 589 de 1º/03/13 e 620 de 4/10/13, em que na primeira aparecemos remexendo lixo por causas das preocupações com a correta separação e destinação principalmente de resíduos recicláveis, e a última convocando os companheiros medebistas para a guerra, face desencanto, decepção, rompimento com quem o MDB apoiou nas eleições de 2012.
Quem também muito gostava de charges e caricatura, era o meu amigo e colega de Câmara Municipal, o saudoso professor Teodósio Bedreski (1º/01/1949-15/01/2010) que merecidamente vai ser homenageado com um espaço em saguão da Câmara com um Minimuseu. Teodósio, para os mais novos além de funcionário efetivo da Câmara, foi professor de História em Colégios de nossa cidade por muitos anos, e lamentável e infelizmente perdeu a vida, foi brutal e covardemente assassinado, vítima de violência e lesões em sua própria residência, e da doença do alcoolismo. E honradamente desfrutamos de sua amizade, bebericamos um pouquinho de seus conhecimentos, compartilhamos muitas ideias e histórias, e deve ter contribuído para que nos anos de 1993-1996, fizéssemos o curso de História na UNICENTRO. E por último estivemos no Instituto Médico Legal, lidando com a liberação de seu corpo, fomos no seu velório e sepultamento no Cemitério da Comunidade de São Pedro, em Candói, e fizemos o Inventário (Arrolamento Sumário extrajudicial), do seu Espólio.
Digno de uma caricatura no Minimuseu, que daqui uns dias vai ser instalado na Câmara Municipal, com mobiliários já em execução.
(Francisco Carlos Caldas, advogado, CIDADÃO e municipalista)
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