Redação Portal Fatos do Iguaçu


A 10ª Promotoria de Justiça do Ministério Público do Paraná, em Guarapuava, ofereceu denúncia contra um casal acusado de praticar 25 crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica. De acordo com a investigação, os ilícitos ocorreram entre janeiro de 2024 e maio de 2025, causando prejuízo estimado de R$ 646.659,00 às vítimas.

Segundo o MPPR, o casal é proprietário de duas empresas — uma imobiliária e uma construtora — que teriam sido utilizadas para estruturar um esquema reiterado de fraudes envolvendo a venda de imóveis urbanos na cidade.

Atração das vítimas e simulações de financiamento

Conforme detalhado pela promotora de Justiça Dúnia Serpa Rampazzo, as vítimas eram atraídas inicialmente por meio de anúncios em redes sociais ou por indicações de antigos clientes que, à época, desconheciam o esquema fraudulento. Ao procurar a imobiliária, os interessados eram direcionados a vendedores e corretores orientados diretamente pelos denunciados.

Esses profissionais apresentavam terrenos supostamente disponíveis para venda, mesmo quando não pertenciam à imobiliária, com o objetivo de concretizar o negócio e recolher o valor de entrada.

Outro ponto destacado na denúncia é que os acusados também realizavam simulações de financiamentos junto à Caixa Econômica Federal, apresentando promessas de entradas facilitadas. Essa prática atraía especialmente compradores que não possuíam recursos suficientes para o pagamento inicial.

Contratos, promessas e a descoberta da fraude

Após conquistar a confiança das vítimas, o casal assumia pessoalmente a negociação e celebrava contratos diretamente com os compradores. Nos documentos, eram mencionados prazos de construção, entrega e serviços que, na prática, nunca eram cumpridos.

A expectativa de conquista da casa própria induzia as vítimas ao erro, permitindo que os denunciados obtivessem vantagem patrimonial indevida. Contudo, após o fim do prazo prometido, os compradores se deparavam com a ausência total de obras ou com irregularidades nos lotes, percebendo que haviam sido enganados.

Quando questionados, os proprietários das empresas forneciam reiteradamente justificativas infundadas até que as vítimas finalmente reconheciam a fraude.

Empresas interditadas e situação dos denunciados

Diante das irregularidades constatadas, o Procon de Guarapuava interditou as duas empresas envolvidas. O homem está atualmente preso preventivamente, enquanto a mulher cumpre prisão domiciliar.

O caso segue em tramitação na Justiça sob o número Processo 09421-26.2025.8.16.0031.

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