Capa e Editorial da Edição nº:880

Que feio…

 Não há outra forma de expressar do que essa, “Que feio” a ação dos jovens que danificaram as rótulas. Era uma improvisação de rotatória? Era! Mas era um bem público, era o sistema de organização e de segurança no trânsito. Então foi vandalismo sim junto ao patrimônio público e prejudicou sim muita gente.

Foi deliberado, foi, e não há como querer colocar panos quentes porque a questão não é o que foi estragado, o valor do bem público. É que alguns jovens decidiram, por vontade própria, destruir algo que pertence à comunidade. É triste ver o desejo de destruir nos jovens, porque não concordar com uma decisão da gestão municipal é normal, tranqüilo e muito salutar para a democracia.

Para expressar o descontentamento há meios, canais de comunicação, basta utilizá-los. Até porque foi altamente divulgado que as mudanças estavam sendo testadas, assim era só ir dialogar com o Comutra. Mudanças por sinal que foram aprovadas por muitos munícipes. O vídeo é triste pelas cenas e pelo que se ouve no vídeo, comprovando que a ideia era detonar, anarquizar.

Alguns alegaram que na realidade tinha que se dar um desconto, pois os rapazes haviam excedido no limite alcoólico. É preciso lembrar que o álcool não torna ninguém bom ou ruim, ele apenas potencializa o que o sujeito traz na sua personalidade. O álcool não dá idéias e nem comanda a mente e as ações de ninguém, o que ele faz é derrubar a capacidade de bom senso das pessoas e o censo social.

Assim, quem tomou a mais já tinha a intenção de fazer o que fez, só foi, como diz o povo, tomar um pouco de coragem para realizar o que com certeza eles sabiam que era algo prejudicial à comunidade. Tanto é que optaram em fazer na calada da noite. Mas triste mesmo é ver que teve gente que achou que não foi nada e outros que aprovaram a atitude.

Com essas reações a gente fica a se perguntar se o problema do Brasil é realmente os políticos ou os seus pseudo-cidadãos. Porque uma pessoa que aprova o vandalismo, o agir na calada da noite, não pode de fato compreender o que é ser cidadão e o que é o bem comum. Quem aprova vandalismo passa a imagem que acredita que o problema da corrupção é só o desvio dos políticos, quando o jeitinho é para resolver os seus problemas ou da sua turminha, ai não é corrupção, é “ajudinha”.

O vídeo não só mostrou o vandalismo, mas como ainda temos muito a construir no processo de cidadania e democracia e, que com certeza, o interesse pessoal e politiqueiro das pessoas ainda estão acima dos reais interesses da comunidade. 

Atitudes como esta não refletem em nada a indignação de uma população, mas mostra que a culpa do país encontrar-se na situação em que está não é exclusiva de governantes, mas, da própria população que aplaude ações repugnantes como esta.

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