Capa e Editorial da Edição nº 869

As escolhas de outubro

Última edição do mês de outubro, que é cheio de eventos, nele, a chamada de atenção para a valorização e respeito à vida das pessoas idosas. É preciso valorizar a experiência de quem já tem muitas histórias vividas, muitas lutas vencidas.

É preciso respeitar a pessoa idosa nem que seja para demonstrar aos mais novos como quer ser tratado quando chegar lá, até porque todos querem chegar à terceira idade. Não é idolatrar, dizer sim a tudo que as pessoas mais velhas dizem, pois, afinal, não é porque ela chegou à terceira idade que ela se torne magicamente boa e seja bom exemplo.

Não! Mas é natural que chegando a idades mais avançadas as pessoas reflitam o que fizeram e plantaram ao longo da vida e reconhecer onde erraram e o próprio erro delas deve ser respeitado e tido como exemplo, pois se aprende também com o erro alheio. Para chegar lá na terceira idade saudável é preciso construir esse corpo saudável na mocidade.

Por isso o mês de outubro é também o mês de lembrar as mulheres que elas precisam se cuidar. Que câncer de mama tem cura e o tratamento pode ser menos agressivo se ele for diagnosticado no inicio. Para lembrar que bons hábitos não eliminam a possibilidade de desenvolver o câncer, porém, diminui consideravelmente os fatores de risco.

Assim é a vida, às vezes não se pode eliminar tudo o que há de errado nela, mas, com as escolhas, pode-se diminuir os riscos de que a situação fique pior do que já está. Outubro é mês de escolha, de escolher entre o cuidar e o deixar para lá. Entre respeitar e valorizar o abandonar, isolar, desrespeitar ou o cuidar.

Para completar, é mês de escolher quem governará o país. A escolha só tem duas opções e bem antagônicas, até porque no primeiro turno os eleitores disseram não às opções que eram meio termo. E afirmamos que são só duas escolhas porque nulo, branco ou simplesmente não ir votar não são escolhas, são tentativas de neutralidade, que na verdade resultam em omissão e esta sempre gera muitos problemas, muitas vezes bem mais sérios que se pode calcular.

Aos que decidiram escolher, é preciso lembrar que antes de votar é preciso ler as propostas de cada candidato, pois lá  mostra como pensa o candidato e o seu grupo. É preciso verificar que tipo de governo será. Uma proposta é para todos, outra é menos abrangente. Uma exclui, outra seleciona, uma é para os que labutam e trabalham de sol-a-sol, outra é para aqueles que detém a renda.

Em nenhum lado há santos ou demônios, em ambos são seres humanos com pensamentos e condutas bem opostas sobre como lidar com as minorias, mulher, segurança, educação e a escolha de cada um deverá ser em cima do que acredita, do que considera importante para si e para sua família, pois o  país é o conjunto das famílias que nele vivem.

Lembrando sempre que o voto de cada eleitor fará o país caminhar por um ou outro caminho, e esses caminhos são muito diferentes e com conseqüências também bem diferentes. A beleza da democracia está em poder escolher, dizer o que se pensa, não é um regime político perfeito e nem garante que tudo vai dar certo, mas é, sem dúvida, a democracia que possibilita que todos, sem distinção, possam escolher, pois na hora do voto todos se igualam e por isso a democracia deve ser respeitada e levada muito a sério.

E como as mulheres precisam se cuidar, para ficar saudáveis, todos precisam estar sempre cuidando para que ela não termine assim num de repente, num instante, num descuido.

Ela, a democracia exige sim, ela não pede que, ao final da votação, o resultado seja respeitado por todos, pois se a democracia nos iguala na hora do voto, também chama a responsabilidade e aceitação das escolhas que se faz.

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