Capa e Editorial da Edição nº: 811

Maria da Penha, a mulher, a violência e encaminhamentos

Os Jarcans, que são os jogos da Cantuquiriguaçu, estão para acontecer a menos de vinte dias. Se olharmos para as modalidades com um pente fino, veremos que nas modalidades as equipes masculinas preponderaram, se de uma modalidade houver inscrição de apenas uma das equipes, quase sempre é da masculina. Fato que demonstra que os homens mais que praticar esporte gostam de competir. E nesses jogos encontramos muitos atletas de fim de semana. Aquele que bate de vez enquando uma peladinha com os amigos. Coisa que é boa, pois descarrega as pressões e angustias da semana, mas, por outro lado, não é uma atividade física que garanta a qualidade de vida, mais precisamente a saúde desse competidor. Nesse mês, a cor é azul, pois como mostra a reportagem do Agosto Azul, temos um número bem maior de viúvas no Brasil do que viúvos. Seria muito importante que os homens usassem uma pequena quantia da energia que usam para competir nos jogos esportivos para se cuidarem. Pois assim haveria muito menos lares que ficam de repente sem o pai. Muito menos mães sofreriam com a morte precoce de seus filhos. Porque competir é bom e divertido, mas praticar regularmente um esporte e ter uma boa alimentação é a garantia de uma vida saudável e a maior possibilidade de viver bons momentos com os familiares e com os filhos. Os homens são muito importantes nos lares, principalmente quando sabem respeitar, valorizar suas companheiras. Porém, como a realidade local vem demonstrando que ainda muitos homens, por várias questões sociais, econômicas e de alcoolismo tem demonstrado mais que desrespeito com as mulheres, agride-as, muitas vezes matando-as. A equipe do Fatos do Iguaçu, acredita que jornalismo vai muito além de registrar os acontecimentos ou dar o furo de reportagem. Jornalismo exige comprometimento com as questões sociais, no sentido de levá-las a público, de denunciá-las e ou levar os leitores e internautas a pararem e pensarem nelas. Há tempos vem notando que são constantes os boletins de ocorrência registrados na editoria da segurança, de violência contra a mulher. Pode se afirmar que não passa a semana sem ser registrado um tipo de agressão a uma mulher. E revendo os arquivos das 810 edições já circuladas nesses 20 anos, pode-se observar um número representativo de reportagens registrando crimes e ou tentativas de crimes contra as mulheres. Ao rever os arquivos, também fica visível o  número grande de mulheres que sofrem a violência mas continuam com seus maridos, amasiados, namorados, praticamente todas inclusive, após receber o atendimento policial desistem de realizar a queixa oficial. Pensando nessa triste realidade e buscando cumprir o seu papel de questionador e formador de opinião, o Fatos do Iguaçu buscou parceiros e vai realizar a Mesa de Discussão: Maria da Penha, a mulher a violência e encaminhamentos, sabemos que é muito  pouco diante de toda a gravidade da questão, mas é uma pequena ação que busca plantar uma semente, pequena que seja, mas que leve a comunidade a ver que o problema é de todos e que há caminhos para ajudar essas mulheres e que a omissão e a não denúncia é garantir a permanência dessa triste realidade.

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