Capa e Editorial da Edição nº: 793

                                                       É preciso melhorar e muito

Os embates e discussões essa semana foram em volta das gestantes pinhãoenses terem que ir a Guarapuava para fazerem seus partos. Fato que gerou muita polêmica. Ponto positivo, as pessoas pararam para refletir e conversar sobre o atendimento do sistema de saúde do município. Ponto negativo, muitas pessoas insistiram em discutir, falar sem se informar realmente dos fatos. Ou pior mesmo, vendo, sabendo dos fatos, insistiam em falar o irreal, como por exemplo, que a culpa do ocorrido era do município, mais triste ainda pessoas que tem conhecimento. E o saldo fica negativo porque se perde a oportunidade de ver onde estão as falhas para promover mudanças e superação dos entraves. Se a discussão ficar no meramente politiqueiro, o prejuízo fica imenso. Mas é essencial que não se perca o momento. Ok,é preciso unir forças para reaver o convenio perdido. Mas essas mesmas forças devem manter-se unidas para cobrar um atendimento descente, de qualidade e humanizado. Sim, pois mais que garantir que nasçam os tão lindos, fofinhos e fofinhas pinhaõenses, é garantir que eles venham ao mundo de forma segura, que nasçam em boas condições que lhes garantam sua sobrevida pós parto. Que as mães possam se sentir seguras e ter a certeza que terão todo atendimento que precisam, que vão ganhar seus filhos e poder cuidar deles após o parto. È urgente que se clareie um ponto no Pinhão que, público é toda instituição que não visa lucro, mas administra, governar oferece serviços que venham atender necessidades coletivas, que busca o bem de todos, e existe principalmente para que se garanta à população os serviços e condições essenciais à vida e uma vida digna e de qualidade. E é mantido com o dinheiro público. Privada, é toda instituição que se propõem a vender um serviço e visa lucro. Pois mesmo que o serviço ofertado lide com  a vida das pessoas, mas seja privado ele visará lucro e isso não é pecado. Pecado é sobrepor o lucro a vida. Pecado é se disser apto a oferecer um serviço que está diretamente ligado à vida e não estar e ainda querer que o sistema público lhe dê as condições para oferecer e cobrar por esse serviço. Para melhorar de fato, é preciso que a saúde pública municipal olhe para si, assuma suas defasagens e falhas, pois só assim se melhora. Mas é também essencial que a rede privada de atendimento, a saúde no município de conta do que lhe cabe. É importante lembrar que a rede privada tem que dar conta do serviço que oferece, o que anuncia vender tem que garantir a qualidade, principalmente porque na saúde se está falando do bem maior – a vida. E o primeiro passo é assumir que o atendimento deixa a desejar e parar e pensar em soluções. Mas soluções que saiam do papel, que virem condições, atitudes. E a rede privada pode contar com o apoio financeiro da rede pública. Mas apoio não à solução dos seus problemas, afinal cada um tem que dar conta do que se propõem. E dar conta com suas próprias pernas e braços. Outro ponto que é preciso ser desmistificado é que, quando uma instituição privada decide atender pelo SUS ou convênios municipais, ela não está fazendo um favor à população. Ela vendeu o seu serviço ao setor público, ela está recebendo por esse serviço prestado. Se o valor pago é suficiente ou não, é outra discussão. Mas, ao aceitar atender ela disse sim ao valor e declarou que tinha como dar o atendimento. Assim, é preciso que todos, dirigentes e lideranças políticas, sociedade organizada, gestores públicos e empresários da rede privada de saúde sentem, conversem, definam o que cada um pode e deve fazer, mas sem choros, sem dramas, pois cada qual deve ser responsável pelo setor que abraça. Porque pior do que ter, é fingir que se tem.

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