Capa e Editorial da Edição nº: 769

Marca Registrada !!!

As eleições terminaram e as urnas essa semana deixaram alguns felizes e outros tristes. Muitos, preocupados. Uns estão preocupados porque saíram vitoriosos das eleições, e agora é preciso arregaçar as mangas e colocar em prática os compromissos assumidos, isso dá e muito trabalho. A responsabilidade é grande. Maior ainda a esperança das pessoas que no centro dessa preocupação esteja de fato e de verdade o bem estar das pessoas o desenvolvimento econômico e social do município. Alguns que perderam estão preocupados como vão fazer para esconder o mal feito, o que infelizmente também é preocupação de alguns que ganharam. Porque as urnas mostram os vitoriosos, mas também evidenciaram, expuseram  quanto o poder, a máquina e o vil metal podem influenciar e conduzir uma eleição. Às vezes não se consegue mudar totalmente o resultado, mas altera seus rumos. A minirreforma eleitoral foi boa, mas é preciso consolidar essa minirreforma e fazer uma ampla reforma nas leis eleitorais e mais ainda, no jeito de agir e fazer política dos que dela gostam de participar. Uma conscientização muito grande da importância do voto junto às pessoas. Inclusive para elas saberem que sofrer ameaças, pressão para votar é tão crime quanto a compra direta do voto. Sim, precisa-se aprender a falar de eleições e de políticas durante os períodos que antecedem as eleições. Esse papel de discutir a função dos cargos políticos e a importância do eleitor é da sociedade organizada, das ONGs, poder judiciário e ministério público, das escolas, dos partidos, da imprensa. É preciso manter um trabalho continuo e profundo de discussão desse tema, porque esse tema é que vai dar sustentabilidade a todos os temas que perpassam a educação, saúde, lazer, esporte geração de renda e emprego. As eleições mexem diretamente na vida das pessoas. O efeito, resultado das eleições municipais é direto no cotidiano dos munícipes. È bom ver que houve progresso, que se pôde perceber que pelo menos os corruptos estão tendo mais trabalho para comprar o voto e que alguns até tiveram o prejuízo de comprar e não levar. Mas, infelizmente, a compra de voto ainda foi marca registrada na eleição municipal. Isso provoca muita indignação. Indignação por saber que tem gente que se acha acima do bem e do mal e que quando quer um brinquedo, quer e pronto, se for preciso passar por cima de todos e de tudo passa, e daí? Indignação por saber que tem muita gente que sabe o mal social que provoca ao vender o voto e o vende para atender sua vaidade e necessidadezinha de pequenos poderes. Indignação por saber que ainda temos um número grande de pessoas que desconhecem a sua força de cidadão, que tem medo da lei, porque vê na lei uma protetora de quem tem grana e poder. Indignação que a oferta de emprego e renda seja tão escassa que as pessoas tenham que vender seu precioso voto por um emprego. Contudo, cabe a cada eleitor, cidadão que foi lá na urna e colocou seu voto de forma consciente, refletido, que escolheu seu candidato pensando no bem maior, ir além e manter o acompanhamento do que legislativo e executivo estão fazendo e agora não importa quem venceu, ou em quem se votou, porque agora todos passam a ter que trabalhar por todos. Logo quem votou consciente pode se sentir muito à vontade para cobrar posicionamentos e ações de todos. Só perde o direito de cobrar quem vendeu, porque esses já receberam o que nem lhes era de direito. E resta a esperança, porque as urnas estão lacradas, votos contabilizados, vencedores declarados, porém, a justiça eleitoral ainda não encerrou seu trabalho.

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