Capa e Editoral da Edição nº:781

Caos, indignação

A ideia desde o momento que se sabia que se teria a edição com a cobertura das posses era de se fazer um editorial falando de esperança, já que em Reserva do Iguaçu foi eleito um prefeito que, além de já ter dois mandatos como gestor público e que fizeram a diferença para o município, traz agora a experiência, a maturidade da idade e da vivência e a oportunidade de ter ficado um tempo fora avaliando o seu trabalho enquanto gestor. Traz ainda a notória vontade de fazer e de trabalhar pelo bem comum. Em Pinhão, o novo prefeito, chega à prefeitura depois de ter buscado a função por quatro eleições, mas traz consigo a experiência de mais de vinte anos trabalhando junto aos movimentos sociais com uma clareza profunda do que é bem público, do que é a função do gestor público, a quem ela deve servir, e vem junto a isso a maturidade e a serenidade de quem já viveu meio século, mas que tem ainda muita energia e motivação para desempenhar uma função tão importante para a vida de todos os pinhãoenses. Contudo, acompanhar, ver, ouvir, fotografar, registrar o estado que a prefeitura de Reserva do Iguaçu foi encontrada pela nova administração, obriga-nos a falar da indignação que é ver uma comunidade ser tratada de forma tão irresponsável, tão desrespeitosa. Porque quando um novo prefeito recebe uma prefeitura sem seus computadores, seu sistema de trabalho, sem os funcionários terem recebido o seu mês trabalhado, é desrespeitar, desmoralizar, expor uma população inteira. Quando se vê uma prefeitura com dívidas há meses junto a seus fornecedores, sem negativas das esferas estaduais e federais, com uma dívida de meses e imensa junto ao fundo de previdência, nos perguntamos: onde está o trabalho de fiscalização do Tribunal de Contas? A justiça, por onde andava? Será que um gestor público pode durante quatro anos tornar uma administração pública no seu parque de lazer e ninguém ver? Olha, a indignação é imensa, primeiro com o ser humano, pois esse ainda precisa aprender, evoluir muito, pois que mesmo tendo terceiro grau, vida econômica estabelecida e bem estabelecida bradada aos quatro ventos, se apossa dos bens públicos como se fosse um brinquedo seu, que pode levar para casa ou fazer o que quiser com ele, nos dá certeza que a raça humana ainda precisa evoluir muito. Quando um mandato inteiro passa com muitas pessoas dizendo, mostrando, denunciando as barbaridades, consegue ir até ao final e sair como se nada houvesse acontecido, expõe que nossos sistemas de fiscalização e de justiça ainda são muito precários, muito travados, burocráticos e quiçá, por demais corruptos para agirem. Mas ser brasileiro é ter fé na vida e no homem, assim, terminamos acreditando, apostando e pedindo que de fato em Pinhão e Reserva do Iguaçu se instalem novos tempos, novo jeito de gestar o bem público.

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