Capa da Edição nº 748

EDITORIAL

ETs ???

Edição 748, circulação treze de maio, para alguns, uma data nada auspiciosa, para nós, mais um compromisso cumprido com os leitores. Mas o que assusta não é o número treze em si, mas ele indicar que já se está no meio de maio e a um pulinho da metade do ano. Bem isso, o tempo não está passando, está voando. Maio está a todo vapor, pois além de ter a data especial do dia das mães, que naturalmente agita o mês e com o agito o tempo sempre se acelera, ainda teve a festa do pinhão que, com chuva, barro, acertos e erros, já foi. Mas ainda há muita coisa para acontecer em maio, inclusive a Festa do Divino, começa já, já. Que agita de novo a cidade, que renova a fé dos que crêem e gera também suas controvérsias.  E maio fecha com chave de ouro, com um feriado na quinta feira. Alegria de muito prefeito, porque feriado na quinta dá recesso na sexta, dois dias os órgãos públicos fechados e isso é alegria porque gera economia. O que se pensarmos bem, é uma contradição, pois, como pode órgãos criados para beneficiar, atender as necessidades da população ficar feliz por deixarem de realizar a sua prestação de serviço. É como se uma mãe ficasse contente pelo filho não estar comendo, pois assim economiza no mercado. Mas essa é só mais uma contradição do meio público e político desse país tão contraditório. Tão contraditório que esse mesmo país se declara laico, mas o feriado é religioso. Esse ano, em meio a todas as contradições do impeachment  presidencial, há as eleições municipais. Que, diga-se de passagem, se tudo está acelerado, o processo de conversação dos partidos está devagar, até porque o prazo de negociação foi esticado, já que as convenções têm seu prazo limite em agosto. Devido à situação nacional, tem-se falado muito em reforma política, o que sem duvida é urgentíssimo. Porém, é importante, ou melhor, essencial que os políticos de fato façam uma reforma no seu jeito de ver e fazer política. Pois no trabalho jornalístico que leva ao contato com os políticos dos mais diversos partidos, percebe-se que na verdade não há grandes diferenças, os discursos  tem cores diferentes, mas o conteúdo, a essência é a mesma, o que se vê é uma luz fraca aqui e acolá de algo deferente querendo despontar. Mas que com qualquer ventinho e “negociação” já se apaga. Mas se é essencial que políticos se modifiquem, é fundamental que os eleitores revejam seus posicionamentos junto aos candidatos, porque se políticos fazem “negociações”, os eleitores esperam os períodos eleitorais para realizar as “mordidas” e também as suas “negociações”. Sendo assim, a crise não é na política, mas na forma e no jeito de ver e construir a vida, o famoso jeitinho brasileiro tem causado estragos profundos na sociedade como um todo, e é ai que quem de fato quer reforma e transformação deve começar a rever no seu dia-a- dia e ações corriqueiras, porque os políticos não são ets caídos de pára-quedas, mas frutos do jeitinho brasileiro tão presente na vida de cada brasileiro como o arroz com feijão.

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