Este pensante tem a característica de se se apegar a espaços, não só nos aspectos de imóveis de propriedade, como de locais de trabalho, com objetos de alguma relação afetiva própria ou de familiares.
Os Municípios e cidades onde se apegou a espaços foram e são: Pinhão, Reserva do Iguaçu, Guarapuava, Ponta Grossa, Wenceslau Bráz, Palmas, Pitanga.
Em termos de apego a imóveis rurais, áreas recebidas por sucessão de Estevam da Silveira Caldas, Francisca de Oliveira Lima Caldas e descendentes no imóvel “Pinheirinho ou Fazenda dos Caldas”, que foi sede dos avós paternos, um lugar encantado da infância e das saudosas tias do Capão Cortado, e que há anos virou tapera conforme enfoque já feito em crônica publicada em 11/7/2022. Também apego a Dois Pinheiros, em Pinhão, que foi moradia e domicilio dos pais deste escriba; e imóvel “Torres”, localidade de Butiá em Reserva do Iguaçu, esta última de familiares por sucessão de Odilon Lustosa Mendes.
Em relação a imóveis urbanos, apego a imóvel, que foi de propriedade de Querubina Rocha Dellê (avó materna deste escriba) e com origem em aquisição que ela fez em outubro de 1945 (há mais de 80 anos), daí, inclusive que do Loteamento “Recanto das Árvores” de 47 lotes feito pelo Família, ficou destinado um Espaço de 11 lotes atualmente de 4 proprietários que têm 14 descendentes, e que fica entre as ruas XV de Dezembro, Hipólito Ayres de Arruda, Jacir Dellê e Rui Barbosa, no Bairro São José, ficou estabelecido de não sair do domínio da Família Dellê Caldas, e até em homenagem, consideração a ancestrais desbravadores de Pinhão, no aspecto da antiga Vila Nova de Pinhão e quem foram na década de 1940 os doadores de terras para a formação do Patrimônio Municipal de Pinhão, ou seja, Francisco Alexandre Dellê e Querubina Rocha Dellê, também pioneiros de atividade comercial em Pinhão. Área essa de doação que o Prefeito de Guarapuava Joaquim Prestes, cortou lotes e repassou para munícipes na década de 1950, tudo com croquis e documentos que foram objeto de registros no 2º. Ofício de Registro de Imóveis de Guarapuava, ou seja, de forma legal e organizada, e não de forma bagunçada que depois ocorreu, com a criação do Município em 1964.
Pinhão, imóveis rurais e urbanos diversos estão repleto de histórias, de lutas, de ações positivas, de trabalho e também dificuldades de titulações, demandas, homicídios, injustiças e outras negatividades, e é muito importante se conhecer a história de cada espaço, até para se dar valor as coisas, pois, quem não zela do que tem não pode reclamar do que não tem, ainda que cada um seja livre para fazer o que bem entender da vida e de bens e legítimo se valer do que tem para suas necessidades e outros interesses econômicos.
Essas reflexões todas não se contrapõem aos chamados e válidos desapegos, e não pode ser confundido com materialismo, conservadorismo extremo, culto exacerbado ao tempo passado, vício ou doença de acumulação e tranqueiras de coisas e desrespeito a função social de terras.
(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO).

