Francisco Carlos Caldas

É impossível enfrentar a realidade o tempo todo sem nenhum mecanismo de fuga.” (Sigmund Freud, médico e neurologista austríaco que viveu nos anos de 1856-1939).

Virou quase um hobby matinal tardes lidarmos com limpeza de lotes, não só com roçados e capinas, e até mais com arrancações de matos, pragas.

Minha saudosa mãe falecida em 20 de janeiro de 2020, tinha as suas lidinhas  com horta, e era implicada com guanxuma; meu pai era implicado com caraguatá, e nós com tudo isso e mais catium, anoni, cipó de macaco, nhapindá, assa-peixe, quicuio, picão.

Essa disposição além da utilidade da limpeza e dificuldades de encontrar gente para esse trabalho na nossa linhagem de ação, tem nos proporcionado: dormidas melhores, prazer alimentício do trabalho pesado, e tomadas de águas frescas.

E a mexeção na terra tem propiciado ALEGRIA DOS PÁSSAROS, e estamos bem amigos de uns, principalmente das corucacas, sabiás, joão-de-barro, que chegam até próximos de nós nas operações de limpezas.

Roçados de capins e pragas nos canteiros, são operações enxuga gelos desperdícios de recursos públicos. Já limpeza de canaletas de ruas, bocas de lobos, propiciam até  alimentação e alegria a pássaros quando feitas. No dia 7/03/26, foi feito uma retirada de terras de canaletas  e limpeza de boca de lobo da  rua João Ferreira da Silva, proximidades da Escola Cecília Meirelles, e pássaros fizeram festa.

Pessoas idosas quase que não tem sede, e muitos tomam pouca água, e acabam só ingerindo chimarrão, cafés, chás, refrigerantes, e perdendo essa maravilha que é tomar água fresca com sede.

Terras onde temos residência e domicílio, tem origem em aquisição feita  em 1945 pela nossa avó materna Querubina Rocha Dellê, que depois em sucessão passou mais de 38 mil metros quadrados para minha mãe, e onde fizemos o Loteamento “Recanto das Árvores”, que não são nada fáceis de mantê-las nas cidades. E já tivemos prejuízos com uma flamboyant e eugenia, com suas enormes raízes, ou com os cinamomos de agradáveis sombras, mas estes  últimos que caem e quebram galhos com facilidade, que um até caiu em cima de nossa residência em 1997.

Não é fácil conciliar desenvolvimento urbano, construções, com árvores e vegetações que são também importantes para o MEIO AMBIENTE, até para se evitar enchentes, alagamentos, destruições, pois, água de chuvas não tendo absorções e por onde correr, acabam até águas entrando em casas e estabelecimentos, e isso sem falar, ´nas destruições quando se tem construções próximas a leitos de rios e encostas de morros, como temos vistos em diversos locais do País, as mais impactantes que lembramos, no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, e no final de fevereiro de 2026, nas cidades mineiras da zona da mata, Juiz de Fora e  Ubá.

Nas peleias e perrengues da vida, simples companhias de alguns pássaros, sombra de árvores e água fresca fazem muito bem, reavivam memorias, lavam almas e enriquecem o espírito.

(Francisco Carlos Caldas, advogado, municipalista e CIDADÃO).

 

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