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A MÁSCARA QUE CORROMPE

Os antigos, com sua sabedoria, nos aconselham desde priscas eras a não termos medo. Diziam, e a simplicidade do seu dito ecoa até os dias atuais, de que o medo é um mau conselheiro.

Do outro canto do globo, Genghis Khan, o primeiro Grão-cã e fundador do Império Mongol, dizia que se temos medo de fazer algo, que não o façamos; e se estivermos fazendo algo, que não tenhamos medo de fazê-lo.

Bem, seja como for, ouvindo os conselhos de nossos avós ou os ditos do Cã dos cãs, uma coisa é inegável: desconfiemos, sempre, quando o medo é apresentado para nós como sendo uma espécie de “virtude cívica”. Qualquer um que faça isso, provavelmente, está de sacanagem.

Falando-se em sacanagem, você já assistiu ao filme “V de vingança”? Se não o viu, veja. É uma baita película. Numa cena deste, o protagonista, o senhor “V”, lembra-nos que o medo, no mundo distópico onde ele e as personagens da história vivem, se tornou a principal arma do governo. Arma essa que é apresentada como uma espécie de “virtude”.

Seja no referido filme, seja no mundo onde nós vivemos, seja onde for, quando o medo de perdermos a vida neste vale de sombras e lágrimas passa a ser o centro ordenador de nossa existência, isso significa tão só e simplesmente que nos entregamos de braços abertos, e de joelhos dobrados, para a mais vil escravidão.

E, por medo, passamos a seguir resolutamente todos os ditames de nossos senhores, daqueles que noite e dia nos incutem todas as formas de medos possíveis e pensáveis. E nós acatamos a tudo, com temor e tremor, pois não queremos parecer desrespeitosos perante os olhos do poder Estatal e, muitos menos, diante dos olhos dos nossos iguais.

Isso mesmo. Sem nos darmos conta, por medo, passamos a recriminar publicamente aqueles que não estão agindo caninamente de acordo com as ordens absurdas que nos são impostas e, fazemos isso, crendo que estamos abalando o coreto, pensando, em nosso íntimo: “nossa! Como eu sou um cidadão bonzinho. Mereço até uma medalha ou, quem sabe, uma estrelinha”.

Se continuarmos nesse ritmo, sem que percebamos, estaremos em breve denunciando algum desconhecido, ou até mesmo um amigo ou vizinho, por não estar servilmente acatando as regras e normas daqueles que usam mentiras mil para sufocar as verdades mais óbvias e gritantes, tolhendo a liberdade, semeando o servilismo em nossas almas.

Dito de outra forma, de tanto usarmos uma máscara acabamos esquecendo quem nós somos. Assim, desse jeito, adverte-nos o senhor “V”.

Até pouco tempo, nós apenas usávamos máscaras sociais, máscaras essas que trocávamos conforme a conveniência para ocultar nossa verdadeira face diante dos demais; hoje, usamos uma máscara de pano por medo. Medo esse que, de certa forma, acabou revelando o que há de pior em nossa alma ou, quem sabe, deixou no limpo quem nós realmente somos.

Tendo isso em vista, lembro que, não faz muito, o jornalista Cristian Derosa havia nos chamado a atenção para uma obviedade ululante: se as pessoas estão usando máscaras, mesmo estando sozinhas, dentro do carro ou no relento, numa paragem qualquer, elas estão preparadas para fazer qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, sem que isso precise fazer algum sentido. Pois é. E isso é tremendamente preocupante. Se é. Muito mais preocupante que qualquer doença que afeta o corpo, porque esse tipo de atitude, corrompe a alma até o tutano e mergulha a sociedade numa distopia totalitária limpinha, higienizada e sem fim.

Escrevinhado por Dartagnan da Silva Zanela

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