1º ANO DE GESTÃO Odir Avalia de forma positiva, mas reconhece falhas

Prefeito Odir Gotardo, (PT)   | Foto: Nara Coelho/Fatos do Iguaçu

“Em 2018 poderá se visualizar muitas coisas que foram alicerçadas no ano que passou”. Odir

Por  Nara Coelho

Segundo o prefeito Odir Gotardo (PT), para  avaliar o seu primeiro ano à frente do executivo de Pinhão é preciso analisar um elemento externo. “A crise econômica não permitiu às pessoas realizarem seus objetivos, em Pinhão, como em todo o Brasil, houve um encolhimento na demanda de empregos, e como afetou o cotidiano das pessoas, afetou nossa administração, já que atingiu nossa arrecadação. Há muito tempo Pinhão não tinha uma arrecadação orçamentária inferior à prevista, o que nos levou a reduzir várias ações que gostaríamos de ter realizado”, explica.

Internamente ele levanta três grandes demandas postas quando ele assumiu a prefeitura, a situação das estradas, da saúde e o quadro defasado de pessoal da prefeitura. Ele considera que conseguiram dar uma resposta positiva dentro do limite orçamentário e de estrutura que encontraram. “O animador é que muita coisa ficou consolidada para dar resultado, agora em 2018”. Lembrou que varias ações foram vinculadas ao Estado, e a burocracia leva em torno de um ano para ser cumprida. “Veja, muitas coisas que estão amarradas ao Estado se tornarão realidade esse ano, até porque esse ano é eleitoral e as estruturas ganham agilidade”.

ESTRADAS

No inicio de janeiro, já tínhamos um pessoal trabalhando nas estradas, o que para Pinhão era inédito”, ressaltou o prefeito, e complementou, “Concomitante a isso, fomos recuperando o pátio de máquinas, estava tudo danificado, tínhamos uma patrola funcionando. Estamos terminando o ano com 11 patrolas funcionando, fizemos um investimento grande nessa área. Tínhamos dois a três caminhões funcionando, hoje temos 7”. Nesse ano, mesmo com as dificuldades, dos 6 mil km de estradas do Pinhão, eles conseguiram trabalhar em torno de 80%. “Em algumas, recuperamos a estrada, em outras fizemos algumas ações, umas mais intensas que outras”.

Esse ano, segundo o prefeito, virão novos maquinários via Estado, que reforçará a que eles já possuem  e isso permitirá que  trabalhem nas estradas do interior com tranqüilidade nos próximos três anos.

SAÚDE

No quesito saúde, o prefeito reconhece que terminaram o ano com muitas deficiências. “Nós tivemos muitas dificuldade para contratação de pessoal e a saúde estava com as equipes de atenção primária muito desestruturada, e o tipo de contratos que muitos tinham, não poderia ser mantido, nos alertou o tribunal de contas”. Segundo ele, esses contratos não impactavam na folha de pagamento. “Quando assumimos a nossa folha de pagamento estava com o índice de 62%, sendo que o limite é 54% e as previsões orçamentárias até o meio do ano oscilou para baixo, mas nós fizemos as contratações que eram imprescindíveis, o que elevou a nossa folha de pagamento ao índice de 63,85%”. A estrutura física também não era boa. ”Encontramos os Postos de Saúde em péssimas condições”. Situação que será resolvida agora em 2018, pois conseguiram verba junto ao Estado para reforma dos postos.

MORTALIDADE INFANTIL

Odir ressalta que, mesmo com todos os contratempos, foram obtidos bons resultados na saúde, e destaca o índice de mortalidade infantil. “Tivemos uma redução significativa na mortalidade infantil, comparada aos anos anteriores, esse índice mostra que houve melhoras na área da saúde preventiva, que é a área de maior competência do município”.

EDUCAÇÃO

Na educação, o prefeito considera que se conseguiu avançar em pontos importantes. “A primeira é que em 2018 começamos com os profissionais já nas escolas. Os profissionais estão mais seguros, pois fizemos a contratação por PSS e não contratos precários. A nossa ideia é chamar o concurso público”. Odir reconhece que, ao serem rompidos os contratos, por força da justiça, por um período em torno de 3 meses as escolas trabalharam com muita precariedade de pessoal. “Claro que temos ciência que quando você trabalha com equipe reduzida o resultado sempre deixará a desejar. Junto com essa questão, tivemos a do transporte escolar, pois recebemos a frota muito deteriorada. Já de inicio tivemos que fazer um investimento grande para a frota circular. Embora termos recuperado vários ônibus e comprado alguns, ela ainda não está da forma que queremos”

REDUÇÃO DE FALTAS

O prefeito considera que o trabalho feito nas estradas do interior beneficiou diretamente a educação, pois reduziu a falta dos alunos às aulas, já que não houve problema de circulação do transporte escolar. “Não tenho números exatos, mas tenho certeza que o número de faltas dos alunos comparados aos anos anteriores foi bem inferior, pois reduziu bastante o número de dias letivos que os ônibus não circularam por causa das estradas”.

TRANSPORTE UNIVERSITÁRIO

O prefeito avaliou que, como a negociação sobre o transporte universitário só veio dar resultado efetivo ao final do ano e não diretamente na área do transporte escolar, levando inclusive à contratação de um número grande de terceirizados, ao final, o custo ficou maior que o desejado.

“Este ano nos custou em torno de um milhão e duzentos mil reais. Se tivéssemos esses seiscentos mil ao longo do ano e pudéssemos ter comprado ônibus com ele, nós teríamos comprado 12 ônibus de boa qualidade, como não tivemos essa possibilidade, tivemos que contratar mais terceirizados, que resultou num custo alto”.

O prefeito afirmou que a proposta esse ano é a mesma de 2017 de subsidiar 50% do transporte universitário. Que está aberto ao diálogo, mas que esse ano só aceitará a proposta do Estado se o recurso vier logo no inicio do ano, “Podemos até aceitar uma nova proposta, mas os recursos devem vir diretamente na área do transporte e vir logo no inicio do ano”.

FORMAÇÃO CONTINUADA

Para Odir, trabalhar com a proposta da educação para o campo com as escolas do interior foi importante e tem um significativo maior para alunos e professores. “A capacitação dos professores das escolas do campo nos traz um resultado mais qualificado porque ele lança um olhar diferente para aquele aluno do meio rural e permite que a escola seja  um agente mais ativo no meio da sua comunidade como um instrumento de melhoria da condição de vida da população rural, contribuindo para alavancar o meio rural”.

AGRICULTURA

Na agricultura, conseguiram manter programas importantes como a silagem, apoio à produção do leite, aprofundaram apoio aos produtores hortigranjeiros. Que foram definidos os programas prioritários para 2018 e as ações para concretizá-los Mas, reconhece que a falta de estrutura dificultou e reduziu os resultados que poderiam ter tido, já que na secretaria de agricultura são cinco técnicos, porém, sem condições de se locomoverem. ”Veja, a equipe dos técnicos não conseguiram ir a campo como precisa ser feito por não ter meio de transporte. Como as condições foram adversas, só conseguimos abrir licitação para a compra dos veículos necessários agora, mas temos certeza que em 2018 as ações se concretizarão’.

PONTOS POSITIVOS

Odir ressaltou o diálogo intenso que o executivo conseguiu manter com o  Comder, Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural. ”Buscamos discutir juntos as ações e temos conseguido contemplar as indicações do Comder”.

A parceria entre as secretarias de agricultura e indústria e comércio foi um dos pontos destacado por ele. “Com essa parceria, veio a formalização das 15 indústrias familiares e suas estruturações e certificações e qualificação, que foi em parceria com o sindicato rural. Isso leva a uma nova relação da propriedade rural com o mercado, isso nos permite  sermos mais agressivos no sentido de disponibilizar para o nosso consumidor uma quantidade ainda maior de produtos produzidos aqui no Pinhão”.

DEIXARAM A DESEJAR

Ele considera que na área de esportes ficou muito a desejar. ”Sacrificamos a estrutura do esporte, que já tem um orçamento pequeno, não pudemos contratar os técnicos. Mas, esse ano, teremos já no inicio do ano, três novos espaços esportivos para os pinhãoenses”.

Ele declara que o trabalho no perímetro urbano foi muito pouco. “Não conseguimos fazer ações mais intensas porque tivemos prioridades já citadas, mas, agora, já estamos com um planejamento voltado para o perímetro urbano”. Que há ações planejadas para o embelezamento da cidade, arborização, calçamento de algumas ruas, ampliação da rede de esgoto. Destacou o programa de regularização fundiária, que acontecerá em 2018, na zona urbana. ”Adquirimos um equipamento moderno de topografia que permitirá realizar com equipe própria a regularização fundiária, reduzindo os custos para o município e beneficiário”.

Finalizou sua avaliação ressaltando a cooperação dos servidores. “A grande maioria se disponibilizou a fazer um bom trabalho, foram solícitos no sentido de nos ajudar a encontrar soluções, claro que há as exceções, mas a maioria trabalhou e muito.” E afirmando que em 2018 poderá se visualizar muitas coisas que foram alicerçadas no ano que passou.

 

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