Suicídio, você não precisa dele para encontrar a saída!

Assistente Social  Juliano Ribas Machado e a psicóloga Ana Carla Alves | Foto: Nara Coelho/Fatos do Iguaçu

Por Nara Coelho

 De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 3 mil pessoas cometem suicídio, uma a cada 40 segundos, e por cada pessoa que se suicida, 20 ou mais cometem tentativas.

O Brasil é o oitavo país com maior número de suicídios no mundo, segundo ranking divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2014.

Em números absolutos, foram 2.898 suicídios de jovens de 15 a 29 anos em 2014, esta é a quarta maior causa de mortes entre jovens dessa faixa etária. Segundo relatos, a cada ano esse número vem crescendo.

PINHÃO                            

Infelizmente, em Pinhão, o índice de suicídio e tentativa entre os jovens também é muito grande, segundo a psicóloga, pós-graduada em Neuropsicopedagogia, Ana Carla Alves e o assistente social pós-graduando em Famílias e Práticas Profissionais da secretaria Municipal de Saúde, Juliano Ribas Machado. “A demanda é muito grande na área do bulling, automutilação e a tentativa de suicídio entre os adolescente que são encaminhados para nós” contou Ana Carla

PREVENÇÃO

Diante dessa situação drástica e com uma demanda preocupante e crescente, Ana Carla, Juliano e a psicóloga, Marizaine Pavoski, também da secretaria de saúde, decidiram trabalhar com a prevenção e elaboraram o projeto, “Suicídio, você não precisa dele para encontrar a saída!”

O PROJETO

Percebendo que a demanda vem muito pelas escolas e também sabendo que elas são um ótimo espaço para disseminar uma ideia, eles decidiram trabalhar com os alunos dos colégios estaduais Professor Mario Evaldo Morski, Procópio Ferreira Caldas e Santo Antônio. “A nossa ideia é, ao estar conversando com os professores e alunos, estarmos angariando parceiros que nos ajudem a diminuir essa demanda” explicou Juliano.

ETAPAS DO PROJETO

A primeira etapa do projeto “Suicídio, você não precisa dele para encontrar a saída!”, foi ter uma conversa com os professores e pedagogos das escolas. ”Levamos as definições de bulling e automutilação aos professores e equipe pedagógica, e falamos dos sintomas que as pessoas que podem vir a cometer suicídio apresentam”, explicou Juliano, e Ana Carla complementou: ”A ideia é alertar, é mostrar que se tivermos um pouco mais de atenção ao outro, conseguiremos ajudar a diminuir as estatísticas”.

Com os alunos, o trabalho foi conduzido sobre o que é doença mental, o que é saúde mental e foi deixada uma tarefa para eles buscarem material, informações sobre esses temas, e eles deverão apresentar de formas diversas como se pode prevenir a doença mental e como  pode promover a saúde mental. “O intuito com essa atividade é que eles reflitam sobre o tema, pensem criticamente sobre o assunto e incorporem bons hábitos de saúde mental na vida deles”. Os profissionais ficaram à disposição para orientações e tem recebido ótimos feedbacks dos alunos.

TABUS

Ana Carla e Juliano frisaram que, é necessário quebrar os tabus, e um deles, é que não se deve falar em suicídio, ”levar informação, conversar sobre o que leva ao suicido e mostrar que há outros caminhos, é proteger os adolescentes e jovens, é criar espaços para eles colocarem suas angustias” explicaram os profissionais.

A família

Os profissionais falam da importância da família conversarem com os adolescentes e jovens, prestar atenção neles, eles reforçam que os jovens dão sinal que não estão bem e muitas vezes têm vergonha de falar do que sentem, “Na maioria das vezes, o diálogo, a atenção, o carinho da família e dos amigos é tão importante quando o tratamento com os profissionais”.

SOFRIMENTO MASCARADO

O mundo está muito tecnológico, e nas redes sociais se vende a ideia da felicidade total e constante, as pessoas têm mascarado suas dores e sofrimentos. Por isso, é preciso que todos olhem mais uns para os outros, que seja dada mais atenção aos amigos e familiares. Que adolescentes jovens e até adultos não sintam vergonha dos seus sentimentos, angustias e medos. Que encontrem espaço para falar de seus receios e sentimentos, seja com a família, amigos ou mesmo na escola.

”Hoje as pessoas se envergonham do sofrimento, por isso é importante dizer que todo mundo sofre, que todo mundo passa por situações difíceis que parece que não tem saída, mas tem, é preciso que as pessoas se sintam seguras e protegidas para desabafar”.  reforçam Juliano e Ana Carla.

Os profissionais deixaram claro que na secretaria Municipal de Saúde, tem profissionais para trabalhar com essas situações, que eles são menos que a demanda exige, mas que quem precisar, pode procurar a secretaria que encontrará ajuda.

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