Reserva do Iguaçu: A Coopafi implanta agroindústria de produtos orgânicos

A assinatura do convênio, que só foi possível pela união de muitos setores. Foto: Divulgação/Coopafi

Vai vender conservas e doces para o mercado da região e São Paulo

Atualmente, há mais de 6.800 cooperativas no país. Desse total, mais de 3.500 são cooperativas de transporte, de crédito e de agropecuárias, entre as ligadas aos setor agropecuário, está a Coopafi – Cooperativa da Agricultura Familiar de Reserva do Iguaçu.

COOPAFI

A Coopafi tem mais de 12 anos de existência e há algum tempo vem lutando para agregar valor aos produtos hortifrutigranjeiros que os cooperados produzem, e após o trabalho da diretoria com a parcerias de várias instituições conseguiu organizar um projeto para a construção de uma agroindústria e enviar para o Pro Rural, conseguindo uma verba de R$ 480 mil para a construção do barracão e a compra dos equipamentos para a formação da Agroindústria.

A Cooperativa tem  126 cooperados. Desses, 16 já trabalham com produtos orgânicos, já produzem há 3 anos com certificação. Em parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura, existem 32 produtores em processo de certificação de produção orgânica. “Entendemos que o caminho da agricultura familiar é trabalhar com a produção orgânica e beneficiar os produtos levando ao desenvolvimento o próprio município. Queremos cada vez mais ampliar o número de produtores”, afirmou Anderson Chagas, presidente da cooperativa.

AGROINDÚSTRIA

Segundo ele, a ideia é agregar valor aos produtos hortifrutigranjeiros que a agricultura familiar em Reserva do Iguaçu produz. Com a agroindústria, eles estarão produzindo doces e conservas e assim, beneficiando o produto, estarão agregando valor a eles.

O investimento de R$ 480 mil  veio do Banco Mundial, que financia o Programa PRÓ RURAL do Estado, tem como objetivo aumentar a competitividade dos pequenos produtores rurais socialmente e ambientalmente sustentável. Para obter o investimento do Pro Rural, foi necessário garantir uma contra partida de R$ 60 mil, que segundo Clairton Pedroso, cooperado, isso foi possível graças à parceria com a prefeitura.

PARCERIAS

Clairton está na Coopafi desde o inicio, explicou que a agroindústria é o resultado de muitas mãos, que foi preciso envolver muitas pessoas e setores para a montagem do projeto, entre esses parceiros, estão os professores da Universidade Federal Fronteira Sul – UFFS, que atuam no NECOOP, Núcleo de Estudos em Cooperação e dos acadêmicos que estão ligados ao núcleo.

Um trabalho que iniciou em 2015, após a atual gestão assumir, a parceria se ampliou também com a Escola Municipal Pedro Siqueira. “Quando fomos colocar todas as nossas idéias e sonhos no papel, novos parceiros, vieram, entre eles, a engenheira da prefeitura, a Emater na organização dos agricultores”, detalhou Clairton. Outro parceiro é o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, que colaborou no projeto e cede o prédio para a Coopafi ter sua sede.

Anderson Chagas reforça a importância das parcerias. “Sem a contribuição de todas as entidades que se envolveram, não teríamos conseguido a verba para a implantação da agroindústria, foi importante encontrar pessoas que acreditaram nesse projeto, como presidente só posso agradecer”.

Para iniciar os trabalhos, a produção da agroindústria já está garantida. Foto: Divulgação Coopafi

MERCADO

Além da venda para a merenda escolar da rede municipal e estadual, com o apoio da prefeitura a Coopafi vende para a Cantu Verduras e está conseguido abrir um espaço no mercado de São Paulo. Como é certificado e de origem vegetal, os produtos da Cooperativa podem ser comercializados no Brasil inteiro. Claiton explicou que só de embalar e colocar a etiqueta já agrega 20% de valor ao produto, para fazer isso, ele tem 2% de custo, assim terão de fato 18%  de valor agregado. A marca dos produtos será o da Coopafi, e a logomarca já está pronta.

OBRA

Nos próximos dias, as obras já iniciam. Será construído um barracão com 12 m² e instalados 21 equipamentos. O trabalho será em três linhas de produção – a dos produtos in natura, que serão embalados, ou micro processados em alguns casos, das conservas e dos doces. A meta é estar com tudo pronto em 180 dias.

“Queremos já no inicio do ano letivo de 2019 estarmos entregando na merenda escolar produtos processados, assim, agregando valor à produção da agricultura familiar”.

A ideia é que as famílias realizem da produção à venda, transformando assim a propriedade numa mini empresa. “Essa agroindústria vem trazer o fortalecimento da cooperativa, isso alavanca, estimula quem há tempo está batalhando pela cooperativa, tem gente se dedicando a mais de 10 anos”, declarou Clairton.

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