NOS TATAMES NÃO HÁ ESSE PAPO DE CRITICIDADE

Por Dartagnan da Silva Zanela

[1] Se, ao invés de toda essa patacoada politicamente correta que, no fundo, não passa duma fábrica de pessoas fragilizadas com o coração de geleia e um caráter de papelão, fosse propiciada para a criançada a oportunidade delas poderem aprender e praticar uma arte marcial como disciplina escolar, com toda certeza, como dez com dez são vinte, esses infantes tornar-se-ia sujeitos muito mais autoconfiantes, autodisciplinados e com um profundo senso de responsabilidade. E isso, tudo junto e misturado, os tornaria indivíduos com um caráter sólido e autônomo, coisa que, com o perdão da palavra, toda essa parafernália de “educação crítica para a cidadania” é incapaz de fomentar.
[2] Exibir e comentar a série de filmes do Karaté Kid para a gurizada é muito mais educativo – no sentido lato da palavra – que ficar vomitando no ouvido dos pequenos toda aquela cantilena politicamente correta. Os filmes em questão ensinam o que é honra, perdão, senso de sacrifício, de dever e outras coisinhas mais; já o politicamente correto apenas adestra os mancebos a agirem e reagirem, ao comando de difusas palavras de ordem, de maneira rancorosa, mimada e vitimista, para bem servirem de massa de manobra nas mãos cínicas de grupelhos politicamente engajados.
[3] A meditação sobre o significado da saudação “OSS” é algo muito mais educativo do que toda essa patacoada que é regurgitada pelo sistema educacional nos ouvidos e, consequentemente, nas almas da gurizada. Qualquer um que pratique, ou que um dia praticou, uma arte marcial [japonesa] sabe muito bem do que estou falando.
[4] A palavra “OSS”, significa literalmente perseverança. Dar o seu melhor em qualquer circunstância. É isso que um praticante de Karaté, por exemplo, aprende nos tatames e carrega consigo em todos os dias de sua vida. A assimilação disso, invariavelmente, permite que o infante adquira um grande senso de honradez, responsabilidade por si e pelos seus, prontidão, magnanimidade, enfim, isso realmente contribui para o seu amadurecimento. Em resumidas contas, no “OSS” encontramos todas as diretrizes das artes marciais; em particular, do karaté.
Agora, atrevo-me a perguntar: qual seria a diretriz fundamental – defendida pelo MEC, autoridades e doutos em matéria de educação – que norteia o sistema educacional brasileiro? Em resumidas contas, parece-me que o infante deve ver a si mesmo como uma vítima da sociedade, que o pequeno deve esperar que todos façam tudo por sua pessoa, que ele deve sempre contar com o socorro das autoridades estatais e, principalmente, ensina-se que se o mancebo reconhecer-se como vítima de tudo e de todos, ele sempre terá razão mesmo que ele não esteja certo.
Por isso que digo aos meus alfarrábios: os tatames educam. Quanto ao MEC, burocratas e doutos, bem, diga-me você, porque eu, de minha parte, já tenho uma resposta para essa encrenca. Oss.

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