Lavo as mãos

Esta frase eternizada por Pôncio Pilatos resume bem a época que estamos vivendo. Há mais de 2000 anos atrás, Jesus foi levado diante do governador Pôncio Pilatos, e ficou claro para Pilatos que não havia culpa em Jesus. A decisão certa, seria soltar Jesus, mas o governador ouviu aqueles que gritavam “crucifica-o”.

Para não se envolver com a situação, Pilatos lavou as mãos, deixando assim, Jesus nas mãos do povo e soltando um bandido chamado Barrabás. Pilatos equivale a muitos ditos representantes do povo hoje, que não querem se responsabilizar por nada, mas isso já se responsabilizar concordando com o incerto e errado. Pilatos disse que não se envolveria, mas se envolveu, soltando um bandido e colocando um justo em seu lugar.

Ele se responsabilizou, pois permitiu que Jesus fosse açoitado injustamente. Pois bem, se fosse nos dias de hoje, talvez não simplesmente Barrabás, o bandido, fosse solto, mas os outros dois que foram crucificados ao lado de Jesus, também seriam soltos e o inocente seria crucificado sozinho. Devemos tomar muito cuidado para não agirmos como Pilatos. Tem muita gente que não se posiciona, mas isso é uma posição já, e muito perigosa por sinal. Tem muita gente lavando as mãos diante de situações sérias que exigem uma resposta.

Vemos um Congresso que lava as mãos e não defende o cidadão de bem, antes está mais preocupado em soltar os “Barrabás”. Outras esferas da Justiça lavam as mãos deixando processos se arrastarem por anos e anos até cair no esquecimento. Se você sabe o que deve ser feito, se você ama a justiça, o que é reto, justo, respeitável, de boa fama, então se posicione em prol dessas coisas que valem a pena. Indo um pouco além, não devemos lavar às mãos em relação a nossa família e filhos. Não devemos lavar as mãos e ficar quietos, quando a verdade é manipulada em prol de mentiras destrutivas. Vamos juntos pedir a Deus que nos ajude a nos posicionarmos em favor do que é certo e não vamos encobrir coisas erradas.

Em Provérbios nos diz que “aquele que encobre as suas transgressões jamais prosperará”. Não há progresso verdadeiro e consistente para aqueles que ficam “em cima do muro’. Que Deus tenha misericórdia de nossa nação e que possamos juntos sermos pessoas de atitude, que não tem medo de se posicionar em favor do que é justo.

Rev. Sandro – pastor da Igreja Presbiteriana do Pinhão

 

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