ESCOLA CECÍLIA MEIRELES: 30 anos alfabetizando pinhãoenses

Fotos: Divulgação/Escola 

Ensinar a ler e a escrever é erguer o alicerce de toda a formação da pessoa

Por Nara Coelho

A Escola Municipal Cecília Meireles completou na sexta-feira, 22 de junho, 30 anos de fundação e, nesse longo percurso, alfabetizou e deu a base para a formação de mais de 1.500 alunos. Como resultado dessa base sólida na formação dos pequenos certamente, na comunidade pinhãoense, existem vários profissionais atuando em áreas diversas que sentaram nos bancos escolares da Escola Cecília Meireles.

Situada à rua João Ferreira da Silva esquina com a Miguel Kruguer, no bairro Mazurechen, a instituição tem sob a sua responsabilidade a formação de 255 alunos divididos em 16 turmas entre educação infantil, ensino fundamental I (que são as turmas de 1º ao 5º ano) e EJA – Fase I (alfabetização de jovens e adultos).

Atualmente, a escola conta com 33 profissionais – entre professores e funcionários – para dar conta da difícil tarefa de alfabetizar e possibilitar a primeira formação acadêmica para as crianças. À frente dessa equipe, na direção, está a professora Raquel Bogdanovicz Lupepsa. Foi com ela e com a professora Terezinha Aparecida Druchack Zumilo, que trabalho quase que exclusivamente na escola Cecília nos seus trinta anos de profissão, que a equipe do Fatos do Iguaçu conversou.

Professora Terezinha Aparecida Druchack Zumilo e a diretora Raquel Bogdanovicz Lupepsa | Foto:Nara Coelho/Fatos do Iguaçu

HISTÓRICO

No dia 22 de junho de 1988, no espaço onde funcionava a antiga APMI – Associação de Proteção à Maternidade e Infância, a professora Marilene Chiquito Tavares iniciou o processo de alfabetização dos pequenos alunos da única turma de 1ª série da nova escola que nascia com o nome da professora e poetisa nacionalmente conhecida Cecília Meireles.

Escolha do Nome

A professora Marilene Chiquito, formada em Letras Licenciatura e atualmente aposentada, foi a primeira diretora da escola e foi quem escolhe o nome da poetisa Cecília Meireles.

Com o passar do tempo, foram aparecendo mais alunos e mais turmas foram abertas, havendo a necessidade de mais professores. Foi então que a professora Terezinha passou a lecionar na escola. Ela nos contou que até já trabalhou em outras escolas, mas sua paixão é pela escola Cecília Meireles. E assim, há quase trinta anos, vem trabalhando na formação dos alunos de 3ª a 5º ano.

“A escola começou na APMI, na R. Jacir Dellê com apenas duas salas. A Marilene era a professora e as mulheres da APMI faziam o lanche. Com o passar do tempo e o aumento do número de alunos, eu e a professora Ivete chegamos”, contou a professora. Terezinha relembrou que, devido ao aumento da procura, a escola saiu do espaço da APMI e foi para onde hoje é o Centro de Municipal de Educação Infantil José Nestor. “Nessa época passamos a ter duas salas de aula com quatro turmas: duas de manhã e duas à tarde. Tínhamos o banheiro separado para os meninos e meninas, secretaria, cozinha e a escola foi só crescendo. Depois, viemos para o atual endereço. Dos meus 30 anos de professora, 25 são aqui. Dei umas saidinhas, fui para outras escolas mas sempre voltei. Aqui me sinto muito bem”.

MUDANÇAS

A professora Terezinha relatou que as mudanças foram grandes: seja pelo aumento da equipe ou nas estruturas físicas, mas, principalmente, no campo pedagógico. Afinal, os alunos hoje são bem diferentes dos de alguns anos atrás. “No começo da escola a gente conseguia desenvolver o trabalho de forma tranqüila. O aluno se entusiasmava com a escola, com o estudar. Hoje o aluno não é focado no estudo. Ele convive com muita coisa que chama a atenção dele”, declarou Terezinha.

DIFICULDADE ATUAL

Para a diretora Raquel os desafios são dois: o equilíbrio financeiro da escola e o envolvimento dos pais. “A questão família e escola é complicada. Trazer os pais para participar é bem difícil mas já melhorou muito. Hoje eles são mais participativos do que em 2010 quando comecei na escola, mas ainda falta muito para ficar como tem que ser.  Mas a nossa grande dificuldade é financeira, só o que nos é repassado pelo poder público não é suficiente. Temos várias idéias, mas não conseguimos colocar em prática por falta de recurso ou falta de tempo, porque o tempo é gasto correndo atrás de recurso”.

O DIFERENCIAL

Para a professora Terezinha e a diretora Raquel, o diferencial da Escola Cecília Meireles é a preocupação com a vida do aluno e com a sua formação como pessoa. Nós nos preocupamos com o aluno na sala de aula e fora dela. Para nós nossos alunos são pessoas que tem seus problemas e vivências e respeitamos muito isso. Nós nos importamos com a vida dele além da carreira acadêmica. Enfim, nos preocupamos com a formação integral do nosso aluno”, afirmou Raquel. E a professora Terezinha complementou, “Nós, por exemplo, não chamamos o Conselho Tutelar a todo tempo. Buscamos o diálogo com o aluno e a família, procuramos o foco da situação. Não empurramos os problemas para frente, buscamos resolver. O foco é na criança! Os professores se dedicam, inclusive, fora do seu horário”.

Pré 2018 | Foto: Divulgação

PROGRAMAÇÃO

A escola acredita que é não é um momento apenas de comemoração, mas também um momento rico para ser explorado pedagogicamente. “Consideramos que é preciso comemorar esse momento e o faremos com festa e, principalmente, com atividades pedagógicas, pois é importante que as crianças compreendam a escola, saibam porque tem esse nome e quem foi Cecília Meireles. Assim, entre outras atividades, temos o projeto Fala Cecília através do qual alunos e professoras levam as poesias da poetisa às outras escolas e instituições”, contou-nos Raquel.


Acompanhe a agenda da comemoração:

Junho: Projeto Fala Cecília – as crianças vão a diversas escolas e instituições declamar poesias da poetisa Cecília Meireles

Julho:  CaipiFest  – 2º Festival de Talentos

Setembro: Festa Cecília 30 anos

Novembro: Mostra Pedagógica dos trabalhos realizados durante o ano cujo tema são 30 anos da escola.


 

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