De quem é a culpa?

A corrupção em nosso país é endêmica e sistêmica, não atinge simplesmente partidos, mas os 3 poderes e outros que existir; está presente em empresários e funcionários. Na verdade, ela está muito perto de cada um. Todos os dias as pessoas são tentadas a fazerem o que não devem, e creio que a tentação não é o problema, o problema pode estar no que fazemos com ela. Quando vemos políticos de todos os partidos se envolvendo em falcatruas, a culpa não é do empresário que ofereceu propina, mas sim daquele que aceitou e também daquele que consentiu com tal atitude. O empresário que pagou propina não fez isso simplesmente porque foi pressionado e sim porque quis fazê-lo, portanto, é corrupto também. Vivemos um momento em que as pessoas têm dificuldade de admitir sua culpa, seus erros, mas sempre tem uma facilidade para encontrar culpados, ou ainda, admitir que não sabia de nada. As pessoas têm dificuldade de “cair em si”, e sempre “caem nos outros”. A parábola do filho pródigo mostra um jovem que precisou passar por muita penúria para então “cair em si”, reconhecer seus erros e então voltar e pedir perdão a seu pai. Precisamos reconhecer e admitir que os erros que cometemos são nossos, a culpa não é da circunstância, não é do outro, no final da história quem nos induz a fazer o que não devemos somos nós mesmos. É necessário avaliarmos todos os dias as nossas motivações, é necessário lutarmos por justiça, pelo que é honesto, correto e não defendermos bandidos em nome de uma bandeira partidária. É necessário pararmos de santificar o bandido e crucificar aquele que é íntegro. Para que justiça brilhe como o sol do meio dia, precisamos começar avaliando nós mesmos e assim avaliar também o que e quem temos defendido. Para que vençamos as tentações, as más intenções precisamos reconhecer as nossas fragilidades e assim pedir a Deus que nos livre do mal e não nos deixe cair em tentação e, quando falharmos, reconhecer nossos erros, pedir perdão a Deus e aqueles que prejudicamos e assim lutarmos com tudo o que temos, amparados por Deus, para vivermos uma vida justa e correta e semearmos isso na vida dos outros e assim que a justiça brilhe em nosso país como o sol ao meio dia.

rev Sandro – pastor da Igreja Presbiteriana do Pinhão.

 

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