Conselho de Sanidade Agropecuária é reativado

Voltar as atividades e contribuir para que o setor tenha o desenvolvimento necessário

Profissionais liberais, empresários com atividade econômica voltada para o setor, produtores, representantes de entidades agropecuárias e outros convidados estiveram reunidos a fim de buscar novos caminhos para que o Conselho de Sanidade Agropecuária de Pinhão volte as suas atividades e possa contribuir para que o setor tenha o desenvolvimento necessário e seja mais um braço para o crescimento do município.

Segundo o veterinário Dirnei Dutra Lopes, que provisoriamente ocupa o cargo de diretor de Mobilização, os conselhos municipais seguem orientações, normas e definições do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária criado no final dos anos 1970. Relembrou que o Conselho Municipal foi criado cerca de dois a três anos após a criação do Conselho Estadual e que chegou a ser presidente por aproximadamente, 10 anos.

“É imprescindível que o produtor participe, pois o principal objetivo é prestar apoio ao sistema de defesa agropecuária através da organização e congregação dos segmentos interessados do município. Efetuando a coordenação de ações destinadas a melhorar e preservar o padrão elevado de sanidade da agricultura e da pecuária e seus produtos derivados na região de abrangência”, destaca o veterinário.

CONTAMINAÇÃO

Um dos principais entraves para que o município, ainda que não seja uma referência, é o baixo interesse do produtor em manter seu rebanho ou áreas destinadas à agricultura dentro dos padrões exigidos por lei. “Temos um baixo índice, cerca de 24% do rebanho local vacinado contra brucelose, que é uma doença crônica causada pelas bactérias do gênero Brucella, transmitida pelos laticínios não pasteurizados ou pelo contato com animais ou carne infectada, ou seja, se o gado for contaminado o produtor poderá perder todo o seu rebanho. E se o ser humano também for infectado, poderá retransmitir a doença para outras pessoas desencadeando um problema que, com certeza, afetará outros setores como a saúde e a economia. Esta é uma das nossas funções, orientar para que o problema não tenha um início”, frisou.

O gado vacinado contra aftosa chega à casa dos 95% em Pinhão, porém, o percentual restante poderá ocasionar inúmeros prejuízos caso a doença se desenvolva em um animal. “Além do perigo da contaminação em um rebanho poderá haver a suspensão da comercialização, tanto a nível local, como no comércio internacional. O produtor tem que se conscientizar de que se não fizer a sua parte, todos sairemos perdendo”, avisou Dirnei Dutra Lopes.

VENDAS CLANDESTINAS

Uma das ações do Conselho é orientar produtores e consumidores para que não adquiram produtos, animais e vegetais sem a devida inspeção. “Sabemos que são comercializados queijos, leite in natura e tantos outros produtos sem conhecer a origem. Temos conhecimento de que mudas de árvores frutíferas vêm de outros estados por preços três vezes maior e aqui são vendidas, mas tudo sem nota e sem procedência. Se for um vegetal contaminado irá disseminar por toda uma lavoura gerando grandes prejuízos para os produtores, além de não contribuir aos cofres públicos. É um problema que pode trazer uma série de doenças para as pessoas que estão próximas”, informou o engenheiro agrônomo da Emater e conselheiro titular do Conselho, Nilo Bragagnolo.

APOIO

O representante da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Antônio Edival Lopes, mencionou que com as atividades desenvolvidas pelo Conselho haverá também a condição de que seu trabalho possa fluir melhor. “Temos produtores que não permitem que adentremos em sua propriedade para realizar a fiscalização necessária. Com o apoio do Conselho ele estará ciente de que estaremos apenas cumprindo nosso papel”.

O Conselho pretende buscar outros parceiros para que suas ações e todos os objetivos do mesmo possam ser realizados. “Contaremos com a colaboração de outros conselhos municipais, órgãos e entidades afins para que possamos realizar um bom trabalho”, comentou Nilo Bragagnolo. E o veterinário Dirnei Dutra completou: “esperamos que, em breve, possamos passar pelas propriedades e que em sua entrada esteja uma placa com a seguinte frase: ‘propriedade certificada sem doenças’; pois até o momento ainda não temos nenhuma”.

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