Capa e Editorial da Edição nº: 845

Tem, e muito, a oferecer

Essa semana, em uma das esquinas de Pinhão, foi dita a seguinte frase: “Duro é que Pinhão não tem nada a oferecer, como vai crescer?” Bem, a primeira pergunta a fazer, é o que se espera que o município ofereça. Se for o que buscam as grandes empresas e indústrias, realmente, Pinhão tem pouco a oferecer. Mas, não acreditamos que a solução para o desenvolvimento do município seja a vinda de uma grande indústria ou algo parecido.

Defendemos que, o que precisa para alavancar essa terra de gente trabalhadora, primeiro é acreditar nela. Mas, acreditar de fato, com investimentos e ações, do pequeno ao grande produtor, dos empresários ao poder público. Segundo, é aprender a ter orgulho por ter uma erva-mate de altíssima qualidade e pensar como se pode agregar valor e gerar renda com esse produto, fruto do extrativismo e que anda bem cobiçado pelo mundo afora.

,Temos mais extrativismo, o do pinhão, que esse ano está meio escasso, talvez pelo pouco valor que o pinhãoense dá à semente da araucária. Semente pode sim gerar renda a muitas famílias, basta a vontade e o interesse de aprender a tirar dela o máximo e sem agredir a natureza.

O município é de cultura e potencial agrícola e isso deve ser respeitado e muito valorizado. Como dizia o slogan dos anos 90 “Agir local e pensar global”. Bem isso, é preciso que se comece a agir, a dar espaço, visibilidade, condições para que os pequenos produtores tornem seus produtos mais visíveis na região e quiçá ao mundo.

O pão caseiro, a rosca de polvilho, a broa de fubá tão costumeira para quem aqui vive e convive diariamente, é guloseima para quem chega cá passear. Belezas naturais, têm tantas nessa terra que muitos nem conhecem um terço delas. Aos que querem o desenvolvimento, é preciso arregaçar as mangas e aprender a explorar o turismo rural, entre outros. Porque turista, há muito tempo tem circulando por esse imenso território pinhãoense, o que não se tem, é a decisão, a ação de buscar meios para se trabalhar esse veio de ouro.

Sim, o turismo é ouro, mas, garimpar dar trabalho, exige dedicação, decisão, planejamento e ações continuadas. Sim, Pinhão precisa dar um salto de qualidade, mas, para isso, é preciso que cidadãos, empresários, entidades, lideranças políticas, saiam de sua zona de conforto, se arisquem, sonhem alto, olhem além de suas propriedades e umbigos e se dêem a mão para montar estratégias e ações a curto, médio e longo prazo, porque, em lugar algum, o desenvolvimento caiu do céu ou se fez da noite para o dia. Ah, e você que desconhece o que Pinhão tem, vem também, arregace as mangas e descubra que aqui, se houver disposição, você pode contribuir e muito para Pinhão se transformar e dar melhores condições de vida a  todos.

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