Capa e Editorial da Edição nº: 842

O que houve???

Todos que moram em um lugar, seja ele qual for, quererm sempre o melhor para esse lugar, que ele se desenvolva, proporcione uma boa qualidade de vida a todos. Todos querem que aconteça. Mas, colocar a mão na massa, sair da zona de conforto e buscar soluções para que a cidade seja o melhor lugar do mundo para se morar, é outra conversa. Aí, muitos, quase todos, têm suas preocupações e costumam olhar muito para o próprio umbigo.

Nas pequenas cidades, as pessoas ficam sonhando com os benefícios de morar nas cidades grandes e no que elas têm a oferecer e esquecem de olhar para as qualidades e benefícios, que são muitos, que as cidades pequenas têm. É só olhar sem preconceito. Claro, cidades pequenas precisam oferecer meios de vida para os cidadãos. Seu “dim dim”, seu ganha pão precisam ser garantidos, que os avanços tecnológicos, assim como a boa educação e a saúde de qualidade cheguem a todos. Para garantir isso, não são necessários projetos monumentais. Sonhar é preciso, é fundamental, mas é essencial que se sonhe com os pés no chão.

É preciso olhar que a cidade, e aqui incluímos campo e área urbana, olhem para si sem medos e sem preconceitos e reconheçam suas potencialidades e suas fragilidades. É necessário dar as mãos, buscar soluções juntos. Que se tente, experimente, erre, recomece e construa juntos uma cidade de todos, para todos, feita por todos. Enquanto empresários e produtores não se reconhecerem como companheiros de jornada, o desenvolvimento virá aos trancos e barrancos e bem devagar. O filósofo Mário Sérgio Cortella fala que, temos que superar a ideia de fazer o possível para buscarmos fazer o melhor, buscarmos ir além do que está dado e é isso que gera desenvolvimento e qualidade de vida. Ele ainda complementa, “È preciso que façamos o melhor com o que temos”.

E foi isso que os produtores rurais de Pinhão fizeram, foram buscar fazer o melhor com o que eles têm, a terra e a vontade de trabalhar, e agregaram parceiros, buscaram conhecimentos, se organizaram e estão agregando qualidade, diversidade e valor aos seus produtos. Nessa semana, resolveram apresentar aos empresários locais, em forma de um café colonial, seus produtos. E diga-se, tudo delicioso! O café estava cheio de agentes políticos, de parceiros dos agricultores, algumas pessoas de fora, mas, curiosamente, os empresários que deveriam ser a grande estrela do café, eram a minoria. Ai tem que ser perguntado: houve descuido na hora dos convites de quem organizou? Os convites foram entregues sem valorizar a importância da presença dos convidados?

Só aqueles empresários foram convidados? Ou os empresários, ás 7h30 da manhã são tão ocupados, tinham tantos afazeres que não conseguiram ir? Ou será que está faltado acreditar no produtor local? Ou será que a zona de conforto é tão grande e tão imperiosa sobre cada um que nem para ir ver, ouvir o que se tinha a dizer e mostrar era impossível.? Bem, a gente sempre houve muita reclamação que a população não prestigia o comércio local, agora fica a pergunta: e o comércio local prestigia a produção local e os seus clientes?

Pois o produtor rural é o grande cliente do comércio local. A ideia aqui não é polemizar e muito menos condenar, é sugerir que ambas as partes pensem, reflitam no que houve, pois toda a cidade precisa e muito dessa união, desse trabalhar juntos e em prol do bem de todos e para todos.

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