Capa e Editorial da Edição nº: 841

É hora de ser Brasil

Essa semana, o tema a nível nacional foi o julgamento do Habeas Corpus  solicitado pelos advogados do ex-presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal. A ideia aqui não é tratar do mérito da questão, mas do que se viu nas ruas, nos botecos, e principalmente nas redes sociais. O que se viu foi brasileiros se ofendendo. A discussão não era em torno do que é legitimo, do que é justiça, da igualdade da cidadania. A briga era pelo seu lado. A ideia do que é ser direita e o que é ser esquerda passou longe. O que se viu foram brasileiros se atacando, a questão defendida não é era a justiça, mas a quem a injustiça estava ajudando, se estiver ajudando o lado que se está, tudo bem, a injustiça passa, vira justiça. A nação e o que é bom para a nação, para os brasileiros, passaram bem à margem de toda a discussão.

O que se tem visto é uma rixa entre pessoas. São brasileiros agredindo brasileiros. É preciso que se diga que de lado nenhum tem santos, muito pelo contrario. E o importante, não podem ser os diversos personagens de toda essa trama de corrupção e mandos e desmandos que andam nos três poderes federais e estaduais. Os brasileiros, os cidadãos, têm que se unir para discutir, analisar, pensar e buscar caminhos para tornar esse país viável e sem corrupção. Claro, isso é difícil e até compreensivos que acha dois grupos polarizando a discussão e brigando por seus privilégios, pois se chegamos no nível de corrupção, desmando e descrédito dos três poderes, não é porque só os políticos não prestam, pois até que se prove o contrário, eles não são alienígenas, são frutos da nossa sociedade e do seu famoso jeitinho. Pois bem, essa é a hora de realmente passar o país a limpo, mas a limpo de verdade.

É a hora dos brasileiros repensarem e reinventarem, e para isso, é preciso olhar para o verde e amarelo, que representa todos e tornar essas cores a luta de todos. É preciso que todos se lembrem que, antes de tudo, somos um mesmo povo,  que temos entre nós diversas diferenças e muitas desigualdades, mas que não será o ódio, a raiva, a paixão desenfreada, a cegueira por um lado ou outro que fará com que vençamos as desigualdades e aprendamos a conviver com a diferença. Esse trabalho começa em casa, começa aqui nos municípios, com as pessoas se respeitando, com as pessoas sendo capazes de ver quando um gestor está fazendo o melhor que pode dentro da circunstancia em que o município se encontra, independente se é situação ou oposição.

No mesmo caso, ser capaz de avaliar uma gestão, fazendo parte dela ou não, de forma a ver erros e acertos, ser capaz de ver que se está cheio de boas intenções, mas não se está trilhando o caminho de forma certa. É preciso que as pessoas deixem de ser meros espectadores ou eternos insatisfeitos de plantão só porque não são os amigos que estão no poder e se tornem de fato sujeitos que buscam o desenvolvimento e o crescimento do município, estado e nação. É preciso tirar do armário e dos discursos palavras como o bem comum, coletividade, respeito, diálogo e democracia e torná-las ações, vivencias, e isso exige esforço, o baixar a ira e resguardar as paixões e os interesses mesquinhos e politiqueiros.

Os políticos estão lutando com todas as armas sujas que eles possuem, e estão brigando por interesses muito mais pessoais que de fato pela justiça, mas, com os políticos que produzimos até agora, não podemos esperar outra coisa, mas é possível que os brasileiros ajam diferente, construam um novo pensar e viver e produzam uma nova classe de políticos mais honestos, que realmente pensem mais na nação do que nos seus umbigos.

 

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