Capa e Editorial da Edição nº: 824

Obstáculos atitudinais, esse é o problema 

Não precisa ser uma pessoa muito sensível, nem ser um deficiente físico ou idoso para concluir que andar pelas ruas e calçadas de Pinhão não é nada fácil, os obstáculos vão de calçadas totalmente irregulares a bancas de lojas e outros obstáculos fixados nas calçadas. Até as que parecem estar bem feitas, são irregulares. Na verdade, toda pessoa que caminha um pouquinho pela cidade já sente que essa é uma tarefa difícil. Contudo, como diz o Mauro André, os obstáculos estruturais, a picareta, a makita, a marreta resolve.

O problema é que precisa que as pessoas percebam que uma calçada mal feita, que um desnível no calçamento, que um rebaixamento para entrada de veiculo sem aviso prévio, pode ser um imenso obstáculo para quem tem dificuldade de caminhar, para quem não vê, para quem já tem uma historia de vida de 60, 70, 80 anos. E a picareta, a marreta a makita só vão entrar em ação se primeiro as pessoas se sensibilizarem. É preciso primeiro que se vençam as dificuldades atitudinais, ou seja, é preciso que as pessoas pensem a sua casa, a calçada, o bairro a cidade para todos, não apenas para atender as suas vaidades e desejos pessoais.

A palavra acessibilidade significa facilitar a aproximação, esse é o primeiro grande obstáculo que precisa ser vencido, a distancia entre as pessoas. Pois quando todos olharem para todos e se derem conta que a vida é partilhar a acessibilidade estrutural será uma ação rotineira. As cidades serão pensadas para as pessoas e não para os veículos e automaticamente todos estarão incluídos e nem serão necessários encontros para debater sobre mobilidade urbana e acessibilidade. Contudo, o caminho é longo, pois hoje os entraves do egoísmo, do descompromisso social, o apego à lei de Gerson ainda são obstáculos imensos frente à acessibilidade.

Para haver mudança, é preciso se propor a mudar e as pessoas não andam com vontade de se propor a ir além do seu umbigo, e isso ficou evidenciado no Encontro  proposto pelo Conselho do Deficientes para discutir com a sociedade e poder público sobre acessibilidade, o que se viu lá, pouca gente. Lideranças políticas então, quase nenhuma, provando que ainda não há nem acessibilidade das pessoas para pararem um pouco e discutirem pontos, questões que serão para o bem da coletividade, o que dirá pensar e discutir  na construção de uma cidade que seja de todos para todos.

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