Capa e Editorial da Edição nº: 808

                                               O tempo

Estamos naquele momento em que findou o primeiro semestre, o mês de julho, o primeiro do segundo semestre, é de férias escolares, então ele fica assim, meio sonso. A principio, pode-se afirmar que tem o segundo semestre todo pela frente e muita coisa ainda pode ser feita. Mas, esse tempo que passou e os meses que estão por vir, são vistos de forma diferente pelas pessoas. Para uns, funciona como graças a Deus, uma etapa a mais vencida, para outros, nossa, ainda temos todo o restante do ano. Para os alunos que reiniciam as aulas essa semana e não foram lá muito bem no primeiro semestre, é uma felicidade saber que têm mais alguns meses para poder arrumar a situação. Para os professores, que por motivos diversos não conseguiram vencer todos os conteúdos, já estão pensando, meu pai, agora só tenho mais quatro meses e pouco pra vencer toda a programação. Para quem apostou nas novas administrações esperando que a sua estrada fosse arrumada e ainda não foi, esses seis meses é muito tempo, a administração está enrolando. Para aqueles que já tiveram as estradas arrumadas, estão admirados, felizes e dizendo: essa administração é ágil, veio com vontade  Para as novas administrações, que agora começam a dominar toda a estrutura pública e tiveram que ir aprendendo e fazendo, esses seis meses voaram, afinal, já não tem mais quatro anos para realizar tudo que planejou. Mais longo ainda foi para quem assumiu um município cheio de dívidas, com as estruturas desorganizadas e os mais diversos problemas deixados pela gestão anterior. Longo por um lado, pois a cada semana e até mesmo a cada dia, uma nova surpresa nada agradável, já que era um novo fornecedor cobrando dívida, um programa do governo estadual e ou federal exigindo dados e informações que não eram fornecidos há mais de ano. Foi rápido e angustiante por outro lado, pois o novo gestor vem cheio de planos, com vontade de realizar, mas vê que primeiro precisa arrumar a bagunça e o tempo voa e ai fica a preocupação: será que dará tempo de arrumar e fazer algo? Afinal, agora já são somente três anos e meio. Por falar em administração pública, é preciso dizer que é terrível, indignante ver servidores públicos passarem quatro anos preocupados se conseguirão se aposentar, quando o gestor público não realiza os repasses para o Fundo de Previdência. Situação que indigna, tira a tranqüilidade do servidor porque gera uma dívida para o município que cedo ou tarde terá que ser quitada. Ao quitar a dívida com todos os juros, estará deixando de investir em serviços para a população. Sim, o mal feito de um, gera conseqüências e males a muitos. Quem vai perder? O cidadão que pagou seu imposto direitinho, mas não vai conseguir ver o retorno dele na totalidade em benefícios, já que este terá que ser usado para pagar dívidas provocadas pela irresponsabilidade de uma gestão que pelos rastros deixados foi mais que incompetente, foi abusiva com o dinheiro público. Porém, nada nesse mundo está perdido, já que o Ministério Público decidiu discutir a situação na justiça, abrindo um processo contra o ex-prefeito de Reserva do Iguaçu, inclusive bloqueando seus bens, pois o direito de defesa todos tem, e vai que ele consegue provar que não foi má fé nem incompetência administrativa, mas falta de dinheiro nos cofres públicos. Mas, caso não consiga, é importante que a justiça seja feita e o dinheiro volte aos cofres públicos, pois isso é mais que justiça, é respeito demonstrado a cada cidadão reservense. Bem, o tempo é assim, relativo para quem o vive, mas justo e implacável com todos, pois, na verdade, passa igualmente para todos.

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