Brasil – Um paraíso para todos

No filme de ficção científicia Elisyum, os seres humanos são divididos em 2 grupos:  o primeiro, riquíssimo, mora na estação espacial Elysium, enquanto o segundo, pobre, vive na Terra, repleta de pessoas e em grande decadência. No grupo rico, a liderança faz de tudo para manter o estilo devida luxuoso, enquanto que na Terra, um grupo luta por igualdade.

O que isso tem haver com o nosso contexto? Pois bem, vemos essa divisão bem clara no nosso país, de um lado existe a classe politica que vive numa espécie de Elisyum, uma ilha da fantasia, onde nenhum tipo de mazela, que atinge os cidadãos comuns, chega até eles. Os problemas do povo, não são os problemas deles, não tem problemas com hospitais, pois eles, tem acesso aos melhores hospitais, melhores profissionais, através de um plano de saúde pago pelo povo.

O preço dos combustíveis não os atinge, pois, o povo, paga suas andanças, suas viagens. O preço de aluguel, de carro, de passagem aérea, de restaurante, de plano telefônico, dentista, nada disso os preocupa, eles vivem em um outro mundo, mas dizem se preocupar com o povo. Os problemas de segurança, que atinge o país, como um todo, não os atinge, pois eles moram em fortalezas e tem segurança a seu dispor. Não se preocupam com a Escola Pública, pois seus filhos estudam nos colégios mais caros do país.

Vamos falar do outro grupo, os cidadãos comuns, gente que paga seus impostos, que luta todos os dias pelo seu pão de cada dia, cujas conquistas são através de muito sacrifício. Esse grupo vive no real, onde a vida acontece, um povo que sofre com uma saúde precária, insegurança (não devido ao trabalho dos policiais e sim devido à falta de pessoal, e investimento), gente que tem que fazer as contas todo mês do que pode gastar no supermercado, em combustível e outros mais.

É gente que luta por viver uma vida digna, honesta, enquanto que o povo do outro grupo na sua maioria está envolvida em falcatruas intermináveis. O que precisa acontecer é que o grupo da ilha da fantasia, que vive num “outro mundo” caia em si, e que não haja esses 2 grupos e sim um só. Assim como filme Elisyum, o povo da Terra lutou para romper essa diferença, nós também podemos lutar, e podemos fazer isso através das urnas, podemos fazer isso fiscalizando o trabalho daqueles que deveriam ser nossos empregados, quando na verdade, agem como se o povo dependesse deles. Podemos fazer isso apoiando gente de bem que luta pela justiça em nosso país, como a Operação LavaJato e outros.

Não devemos nos impressionar com os jornaizinhos que eles mandam pelo correio, destacando obras que eles realizaram, é bom enfatizar que várias obras, foram inauguradas, sem condições de serem usadas, mas o que importa é que foram inauguradas. Precisamos ficar atentos a esse ano eleitoral onde eles querem mostrar tudo que fizeram e fazer tudo o que não fizeram nos três primeiros anos de mandato. É bom lembrar que tais verbas, tais obras, não saíram dos bolsos deles, não é presente deles, é dinheiro do povo, fruto da alta carga de impostos. Eles estão fazendo aquilo que é obrigação deles, embora muitas vezes eles não levam em conta o que o município precisa de fato e sim o que eles acham que precisa.

Como cidadãos de bem, que lutam pelo que é certo, devemos nos posicionar não levando em conta ideais partidários e sim a índole daqueles que querem nos representar, não podemos ser coniventes com lobos em pele de ovelha. Oremos pela nossa nação, para que a justiça divina brilhe como o sol do meio dia, para que o povo tenha discernimento na escolha dos seus representantes.

Devemos orar sim mas devemos agir também, e que as nossas atitudes, proclamem o que é certo, que as nossas atitudes não criem essas divisões, as diferenças sejam rompidas, para que a saúde, a educação, segurança e tudo mais seja um verdadeiro paraíso. Deus abençoe nosso país que é tão rico, que este paraíso chamado Brasil, seja de fato um paraíso para todos e não apenas para uma classe.

Rev Sandro pastor da Igreja Presbiteriana do Pinhão

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