Assassino de Diva Zanchet Spengler vai a júri dia 21

No próximo dia 21 de março sentará no banco dos réus Gelson Gonçalves dos Santos, autor confesso do assassinato da agricultora Diva Zanchet Spengler, 77 anos. O crime ocorreu em sua propriedade rural, uma chácara na localidade de Faxinal dos Silvérios, dia 09 de fevereiro de 2015. A senhora Diva era uma pessoa muito conhecida na comunidade e os requintes de crueldade que lhe tiraram a vida chocou a população.

Decorridos dois anos deste lamentável episódio, sua filha, a advogada Elisabeth Maria Spengler recebeu a reportagem do Fatos do Iguaçu e falou sobre o fato. Sua mãe tinha todos os predicados de uma pessoa de bem, seu brutal falecimento engrossa uma triste estatística no setor de segurança de Pinhão. Era uma mulher, uma idosa, uma pessoa com dificuldade de locomoção e com a saúde bastante fragilizada, que foi cruelmente assassinada sem qualquer chance de defesa.

“Depois do falecimento do meu pai, minha mãe ficou morando no sítio, mas sempre tínhamos empregados que lá também residiam. Desta forma ela ficaria em um local onde sempre se sentiu bem e com pessoas que estariam lá para os serviços da propriedade e dando a atenção que ela precisava. Porém, com o tempo sua saúde foi ficando delicada, precisando de maiores cuidados”.

A vítima havia passado cerca de 30 dias na sede do município para um tratamento de saúde e combinou com a filha que voltaria para sua propriedade dia 04 de fevereiro e retornaria dia 09 de fevereiro, pois queria organizá-la e assim foi feito.

A advogada Elisabeth Maria Spengler filha de Dona Diva: ““Minha mãe não tratava ele como empregado e sim como um filho”. (Foto: Gisele de Pádua/Fatos do Iguaçu)
A advogada Elisabeth Maria Spengler filha de Dona Diva: ““Minha mãe não tratava ele como empregado e sim como um filho”. (Foto: Gisele de Pádua/Fatos do Iguaçu)

“Naquele dia eu estava em Guarapuava em uma audiência e quando estava retornando, às 17 horas, recebi o recado da minha secretária de que ele, (o chacareiro) havia ligado por volta das 14h30 comunicando que minha mãe havia desaparecido. Pedi para ela fazer um Boletim de Ocorrência e solicitasse a um taxista conhecido que fosse até lá e a Policia Militar também se dirigiu à propriedade. Próximo das 20 horas fui até a delegacia para saber notícias e diante da minha aflição os policiais e nós nos deslocamos para lá. Quando chegamos lá, Gilson Gonçalves dos Santos estava conversando com os outros policiais e eu perguntei por minha mãe. Ele simplesmente respondeu que ela tinha saído”.

O réu relatou que havia deixado a propriedade por volta das 13 horas com o intuito de buscar em um vizinho combustível para uma roçadeira, quando retornou, a casa estava revirada e não encontrou a patroa. Elisabeth resolveu junto com os policiais procurar pela mãe, mas estava muito escuro. Foi sugerido que procurassem por dona Diva perto do tanque de peixes e Gilson alegou que lá já tinha ido procurar e não encontrou nada. Sem muito que fazer, a filha e os policias resolveram voltar para Pinhão. Neste momento ela resolveu pedir ajuda a outro vizinho, que tinha empregados temporários para que procurassem dona Diva. Às 0h30 de terça-feira, dia 10, um dos vizinhos comunicou a ela que haviam encontrado Dona Diva. “Apenas perguntei, viva ou morta? Ele respondeu morta, e em estado muito crítico, mataram ela e atearam fogo. Comuniquei a delegacia e fomos para lá, antes, porém, o IML foi acionado. A polícia teve que arrombar a porta da casa onde Gilson morava, ele saiu algemado e foi mostrar onde estava minha mãe. Ele confessou friamente que foi o autor do assassinato e justificou que minha mãe reclamou que ele não estava fazendo o serviço direito. Ele a matou com um facão, mas havia dito que tinha matado dona Diva com um rastelo e o exame da perícia deu negativo”.

A advogada mencionou que o julgamento demorou, pois o réu recorreu. Baseada em julgamentos similares, a pena deverá ser entre 18 a 20 anos, pela crueldade e com o agravante da vítima ser uma pessoa idosa, sem qualquer meio de defesa, motivo torpe entre outros. “Minha mãe não tratava ele como empregado e sim como um filho. Ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém e eu confio em nosso Ministério Público que é muito eficiente, meu maior presente é ver a Justiça imperar, especialmente neste caso, que foi um crime contra uma mulher, idosa e indefesa. Ela era um exemplo de mulher”.

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