Apesar das pedras e tropeços

Silvia Patrícia Marques*

Por toda minha vida fui alguém muito ansiosa, sempre gostei de planejar minhas ações e antecipar possíveis problemas, a maioria das pessoas diria que sou organizada e precavida, no entanto, isto traz uma sobrecarga tremenda ao meu cotidiano, o exercício de pensar planejar e evitar contratempos, apesar de cansativo, nos traz certa paz e segurança.

Todavia, nem tudo pode ser planejado, as situações e as coisas fogem ao nosso controle todos os dias, segurar a vida em nossas próprias mãos, é como segurar água, por mais forte, grande e poderosas que sejam as mãos humanas, sempre acabam vazias ou com quase nada. A experiência frustrante de acabar sempre com as mãos vazias e sempre ser pega de surpresa por pessoas, acontecimentos e tragédias, trazia angústia a minha existência, causava-me ira e desespero.

O que eu como e você precisamos entender é que enquanto humanos, somos falíveis, superáveis e até mesmo fracos, nossa experiência diária, aponta para nossa incapacidade. No entanto, a palavra de Deus que desnuda nossa fragilidade ao dizer que somos pó e que nenhum minuto pode ser acrescentado a nossas vidas por nós mesmos, aponta para o poder sobrenatural de Deus, poder este que conspira a nosso favor, Ele nos capacita, sustenta e consola.

O Salmo 46, versículo 10, diz: “aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”, essa afirmação, deve nos trazer paz, ela é a certeza que quando nossos planos e recursos fracassam, Deus está no controle, Ele tudo vê, sabe e pode, logo não estamos perdidos, e a solução já está a caminho. Jó encerra a narrativa de sua vida, dizendo: “Eu reconheço que para ti nada é impossível e que nenhum dos teus planos pode ser impedido… Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos” (Jó 42: 2 e 5).

Tal afirmação, revela que nossas lutas e batalhas podem ser menos árduas quando estamos cientes de quem é o nosso general, que melhor que um caminho sem pedras e tropeços é poder contar com a mão de Deus para nos levantar e curar nossas feridas ou então, nos carregar quando nossas forças já estão esgotadas.

*Mestra em Geografia, membro da Igreja Presbiteriana.

 

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