Anfitriã, Rússia espera passar da fase de grupos da Copa pela primeira vez na história

O destaque da Rússia é o experiente goleiro Igor Akinfeev, de 32 anos. O arqueiro defende o CSKA Moscou e é capitão no seu time e na seleção. Akinfeev defende a Rússia desde 2004 e possui mais de 80 convocações em seu currículo.

Por Paulo Henrique Gomes

A um mês do início da Copa do Mundo da Rússia, a Agência do Rádio Mais lança um especial sobre o Mundial 2018. Nele, não vão faltar informações da história, curiosidades, prognóstico para o torneio e os principais destaques das 32 seleções que irão disputar a maior competição de futebol do mundo. Para começar, nada mais justo falar do país que vai sediar a competição: a seleção russa.

Por ser o país-sede, a Rússia não disputou as Eliminatórias e foi automaticamente classificada a Copa. Os russos foram um dos cabeças de chave durante o sorteio dos grupos da competição e integram o grupo A, ao lado de Egito, Arábia Saudita e Uruguai.

A história da Rússia no futebol é recente. O país disputou seu primeiro jogo oficial apenas no ano de 1992. Antes disso, fazia parte da extinta União Soviética, tradicional seleção que conquistou dois títulos olímpicos, conquistados em 1956 e em 1988, em cima do Brasil de Bebeto e Romário. Os soviéticos também venceram uma Eurocopa, em 1960. A melhor campanha da União Soviética em Mundiais aconteceu em 1966, na Inglaterra, quando ficou em quarto lugar.

Após o fim da União Soviética, a Rússia se tornou independente. Logo em 1994, conseguiu se classificar para a Copa do Mundo dos Estados Unidos. Com duas derrotas nos dois primeiros jogos, os russos foram eliminados na primeira fase da competição. Ainda assim fizeram história: no confronto contra Camarões, Oleg Salenko bateu o recorde de gols marcados por um único jogador em uma partida de Copa do Mundo, marcando cinco gols na goleada russa por 6 a 1. Salenko terminou a competição como artilheiro, junto com o búlgaro Stoichkov, com seis gols.

Na Copa de 2002, eles novamente foram eliminados na primeira fase. E a situação piorou. Não chegaram nem a se classificar para as edições de 2006, na Alemanha, e de 2010, na África do Sul. Em 2014, no Brasil, voltaram a uma Copa do Mundo, mas novamente não passaram da fase de grupos.

Durante a preparação para a Copa, a Rússia realizou diversos amistosos e participou da Copa das Confederações, em 2017. Os russos, mais uma vez, viveram o fantasma da eliminação ainda na primeira fase do torneio. Foram 11 jogos disputados em 2017, nos quais a Rússia conquistou três vitórias, quatro empates e quatro derrotas. Foram 15 gols anotados e 16 sofridos.

Já em 2018, os russos perderam os dois amistosos que disputaram. O primeiro para o Brasil, de Tite, por 3 a 0, e o segundo para a França, por 3 a 1. A seleção do leste europeu faz o último teste contra a Turquia, no dia quatro de junho, às vésperas da Copa.

Agora, em uma nova tentativa de vitória, a Rússia pode convocar três brasileiros para a Copa. O lateral-direito Mário Fernandes, ex-Grêmio, é nome praticamente certo na lista de convocados, estando entre os 28 chamados pelo técnico Cherchesov. O goleiro Guilherme também pode ser mais um a defender as cores dos donos da casa. Além deles, o atacante Ari, que atuou pelo Fortaleza enquanto jogava no Brasil, está desde 2010 na Rússia e aguarda a regularização de seu passaporte para que possa ter condições de ser convocado. Apesar de incerto, o atacante mantém a expectativa de defender a Rússia na Copa.

Depois da performance fraca no Mundial de 2014, no Brasil, quando conseguiu apenas dois empates e foi desclassificado ainda na primeira fase, a Rússia espera fazer um papel um pouco mais digno jogando em seus domínios.

Mesmo assim, o pessoal por lá não anda muito animado. As perspectivas não são muito boas, tanto que a imprensa e os torcedores locais não mostram muita empolgação com a seleção, considerada uma das mais fracas da história.Apesar da desconfiança, a Rússia possui boas possibilidades de passar da fase de grupos pela primeira vez em sua história. Por jogarem em casa e contarem com o apoio da torcida, os russos devem “suar sangue” na disputa por uma das vagas do grupo, que é bastante equilibrado.

A Rússia enfrentará a Arábia Saudita na estreia, no dia 14 de junho, em Moscou. Depois enfrentará o Egito, no dia 19, em São Petesburgo, e finaliza a fase de grupos contra o Uruguai, em Samara, no dia 25.

Fonte: Agência do Rádio mais

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