500 anos da reforma protestante

Um ato de fé, que influenciou toda a sociedade da época e foi um marco histórico para a evolução da humanidade

No dia 31 de outubro de 1517, portanto, há 500 anos, o padre Martinho Lutero, após vários atos e conversas com o clero da Igreja Católica Apostólica Romana solicitando diversas modificações no proceder da instituição, entre eles, a retirada da cobrança de indulgencias, faz uma publicação questionando 95 pontos da Igreja. Na porta da Igreja do castelo de Wittenberg, realizou protestos contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana, propondo uma reforma. A Igreja não se prontificou a realizá-las e expulsou Lutero, dando assim origem às Igrejas Protestantes, ás Congregações Luteranas e Presbiterianas.

Como a reforma luterana ultrapassou as fronteiras da religiosidade e teve uma influencia imensa nas artes, ciências, educação, cultura e economia, sendo assim um movimento que é um marco na historia e evolução da humanidade. O Fatos do Iguaçu fez uma entrevista com o Reverendo Sandro Carvalho Rodrigues (foto), que está à frente da igreja Presbiteriana do Brasil em Pinhão.

Uma das indagações feitas ao pastor Sandro foi sobre qual foi o impacto que a reforma protestante teve na sociedade como um todo. ”A Reforma acabou influenciando vários setores da sociedade, influenciou inclusive no  processo da democracia. .A reforma deixou grandes legados, na educação ela trabalhou muito com a alfabetização dos pobres, pois na época só os ricos eram alfabetizados e isso fez uma grande diferença no desenvolvimento da sociedade como um todo. Popularizou a bíblia, traduzindo-a para os idiomas dos países e numa linguagem acessível ao povo. O pensamento da reforma  influenciou governantes e constituições dos países. Ela estimulou as ciências, pois sempre defendeu que ciências e religião podem e devem caminhas juntas, com certeza, a Reforma provocou muitas modificações positivas na sociedade”.

Fatos do Iguaçu perguntou ao pastor o que Lutero defendia em relação especificamente da fé. “É bom lembrar também dos pré reformistas, entre eles John Wycliffe, para que as pessoas compreendam que ela não é o ato de um único homem, mas um movimento que envolveu muitas pessoas. Lutero coloca cinco pontos básicos que vão nortear a reforma e é a base até hoje das igrejas reformadas. Que a igreja seja bíblica, que ela se baseia e tenha como regra única, a bíblia, que veja o mundo à sua volta a partir das escrituras. Somente Cristo.

É ter Cristo no centro, ele é a figura principal, não os pastores, pregadores ou padres. Voltando à base da fé, que é Cristo Jesus. Somente a fé. Lutero descobriu nas escrituras no versículo de romanos de 1 a 17 que, “O justo viverá pela fé”, é a fé em Cristo que de fato salva, o papel do cristão primeiro é crer. Somente a graça, e a graça vem de Deus, não há outro caminho. E o último,  somente a Deus é a gloria, a gloria da igreja não estava em Deus, mas nos líderes e a gloria é sempre Deus. Ele é o dogma da igreja e da humanidade e essa deve buscar atender a vontade de Deus. Esses princípios revolucionaram a fé e a sociedade”. O pastor lembrou que as igrejas, que são frutos da reforma, caminham sobre esses princípios, mas que muitas das igrejas evangélicas não são reformadas, portanto, não seguem esses princípios.

Como a igreja tem conseguido se manter dentro desses princípios, num mundo tão materialista e tecnológico, que coloca as pessoas a reativar tudo, inclusive valores, sentimentos e a própria fé? ”Se trabalha a questão da justiça para todos, que o cristão tem a obrigação de ajudar ao outro, que tudo que você tem é graça de Deus, portanto, você deve compartilhar, ajudar quem tem menos. A igreja tem trabalhado muito que o dinheiro é benção, o ter, não é pecado, o problema é quando o ter se torna deus, é contra isso que a igreja tem lutado, o dinheiro não é mal, o que é nocivo é o amor a ele, há um versículo bíblico em Timóteo que diz:

”O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”, temos orientado nesse sentido. A questão do dízimo é trabalhada mas não como ato forçado, mas como um ato de gratidão a tudo que você recebe de Deus”.

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